Após reportagem, Amélio Cayres exonera diretor da Aleto preso em caso de violência doméstica
01 outubro 2026 às 14h49

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O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), Amélio Cayres (MDB), exonerou Andrey Marques Queiroz Rocha do cargo comissionado de diretor de Área Orçamentária e Financeira. O ato estabelece efeitos a partir de terça-feira, 29 de setembro, data em que o Jornal Opção Tocantins publicou que o servidor estava preso preventivamente em um caso de violência doméstica e permanecia vinculado à Casa.
A exoneração consta do Decreto Administrativo nº 1.133/2026, assinado por Amélio. O documento não informa o motivo da decisão nem menciona a investigação policial.
Em outro decreto, de nº 1.134/2026, republicado por incorreção, a Presidência designou Waldir Demetrios da Costa Júnior para responder cumulativamente pela diretoria até que o cargo seja regularmente preenchido. A designação também tem efeitos a partir de 29 de setembro.
Assembleia havia informado que desconhecia a prisão
Andrey estava preso preventivamente desde 18 de setembro, conforme informação da Secretaria da Segurança Pública (SSP) ao Jornal Opção Tocantins. Na consulta realizada pela reportagem, ele ainda aparecia como diretor na página institucional e com situação funcional “Ativo”.
Após a publicação, a Assembleia afirmou, em nota, que tomou conhecimento da prisão pela reportagem e que sua Procuradoria havia solicitado informações oficiais às autoridades para definir as providências administrativas. Naquela manifestação, a Casa não anunciou exoneração ou afastamento.
Os decretos agora apresentados formalizam a saída de Andrey e a designação de um responsável pela diretoria.
Férias começaram três dias após a prisão
Antes da exoneração, os registros administrativos apontavam que Andrey estava de férias entre 21 de setembro e 20 de outubro. A concessão foi publicada em 22 de setembro, junto ao ato que designava Waldir para responder pela função durante a ausência do titular.
Em resposta ao jornal, a Aleto afirmou que o pedido de férias foi processado em, 21 de setembro, três dias depois da prisão, e que o servidor havia manifestado interesse na semana anterior à publicação da portaria. A instituição não informou a data exata dessa manifestação.
A Assembleia sustentou que os procedimentos administrativos foram cumpridos e que, até a publicação da reportagem, não havia recebido comunicação oficial sobre a custódia.
Segundo a SSP, o inquérito tramitou na 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Palmas, foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. A pasta não detalhou os fatos investigados nem os crimes atribuídos a Andrey em razão do sigilo. A prisão preventiva não representa condenação.
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