Chuvas intensas inviabilizam colheita de soja e causam perdas em lavouras de Couto Magalhães
14 abril 2026 às 17h32

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O excesso de chuvas registrado neste ano tem impactado diretamente a colheita de soja na região do Médio Araguaia, no Tocantins. Produtores relatam dificuldades para retirar a produção do campo, com prejuízos associados à perda de qualidade dos grãos e redução da produtividade.
O agricultor Alex Fonseca explicou o drama vivenciado. “Estamos um momento que é difícil para nós produtores relatarmos. Uma situação dessas de uma perda de produtividade aqui na região de Couto. A gente vem de uma safra muito difícil, de margem de lucro muito apertada e o clima infelizmente não foi muito favorável para nós no período de colheita. Acabou que veio a chuva muito forte e numa sequência muito grande e não deu condição de colher nossa soja. Parte conseguimos, as partes mais altas. Já as partes um pouco mais baixas a soja foi perdida. Acabou que avariou, perdeu a qualidade do grão e a gente não consegue vender essa produção. Então, em decorrência disso está aqui a lavoura para colher ainda, com a soja estragada e um prejuízo enorme para nós que temos contas altas a pagar esse ano. Os custos da soja foram altos, então tá aí o nosso prejuízo para todo mundo ver”, desabafou.
Humberto Taverny, produtor rural, externou a situação devido às más condições climáticas. “Depois de tanto trabalho, esforço, limpeza diária, plantar e depois da soja pronta pra colher a gente tá sofrendo com o excesso de chuva”, disse o agricultor que mencionou uma perda de 80 a 90 hectares de plantio na propriedade Orquídea Azul.
O prefeito de Couto Magalhães, Júlio César Brasil (Republicanos), esteve na manhã desta segunda, 13, nas propriedades a convite dos agricultores para acompanhar a situação calamitosa em que encontram-se esses produtores. A visita foi acompanhada pelo vice-prefeito Jeferson Maciel (PT), o coordenador da Defesa Civil do Município Joel Almeida, vereadores e de um representante da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).
Conforme Júlio César, o município está estudando a possibilidade de decretar situação de emergência. “Estamos preocupados com essa situação porque sabemos da importância do agronegócio para o crescimento do município e do estado. Estamos avaliando uma forma de apoiar esses trabalhadores que sofrem com as chuvas diárias e o inverno severo”, disse o gestor.
