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Segurança Pública
Governo do Tocantins dispensa coordenador da Central de Alvarás de Soltura após denúncias de irregularidades

Setor do Sistema Prisional terá outro nome na coordenação a partir da próxima segunda-feira 

Direitos Reprodutivos
Governo do Tocantins veta projeto de lei sobre combate ao aborto do deputado Gipão após existência de legislação similar

Veto ocorre após justificativa do governo de que tema já é tratado por legislação vigente sobre o nascituro e riscos do aborto

Saúde 
Governo do Tocantins requisita hospital privado após colapso no Dona Regina  

Requisição do Hospital Santa Tereza busca aliviar crise na assistência materno-infantil em Palmas, após óbitos e denúncias de falta de profissionais no Dona Regina  

Cultura
Tocantins terá mais de 30 atrações artísticas na programação cultural de fim de ano  

Mais de 30 apresentações, shows regionais e nacionais, e o 1º Seminário de Economia Criativa compõem a agenda; Feira de Artesanato será realizada em 2025

Artes
Artista visual palmense promove exposição ‘Presença e identidade’ em escola de formação da Semed

Telas ficarão disponíveis para visitação na sede da Semed até o final de novembro

Consciência Negra
Punho cerrado: das mobilizações trabalhistas a consolidação pelos movimentos negros e Vinicius Jr.

É praticamente impossível definir quando o gesto foi utilizado pela primeira vez no contesto de lutas sociais, mas ele foi utilizado desde as primeiras organizações trabalhistas

Festividades
Coletivo Somos e Fenty Ampla apresentam proposta na Câmara Municipal para carnaval de rua em Palmas

Projeto tem como objetivo assegurar que a festa, acessível e aberta a toda a população, se torne uma tradição na cidade

Economia
Tocantins apresenta o quarto maior aumento do PIB entre estados brasileiros em 2022

Entre as 27 unidades da federação, 24 tiveram alta em volume no PIB em 2022. Os maiores resultados ocorreram em Roraima (11,3%), Mato Grosso (10,4%), Piauí (6,2%) e Tocantins (6,0%).

Faltou Dizer
Explosões em Brasília comprovam ainda mais por que anistia pelo 8 de Janeiro é absurdo

Júnior Kamenach

As explosões que abalaram o Supremo Tribunal Federal (STF), resultando na morte de um homem apontado como autor do ataque, ecoaram o radicalismo violento que ameaça nossa democracia.

Ao mesmo tempo, o atentado pode representar um marco definitivo contra a proposta de anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Um exemplo disso é a reação de um dos principais nomes da extrema-direita, o deputado estadual Gustavo Gayer (PL-GO), que lamentou em grupos bolsonaristas: “Parece que foi esse cara mesmo. Agora vão enterrar a anistia. Pqp”, escreveu.

As mensagens foram obtidas pela Folha de S. Paulo, enviadas em dois grupos com deputados ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lamentando o fato. Gayer chegou a compartilhar a foto do autor do atentado, que seria um ex-candidato a vereador pelo PL.

A defesa dessa anistia, encampada por algumas lideranças conservadoras, tem como argumento principal a “pacificação nacional.” No entanto, o que realmente observamos é uma tentativa de banalizar ataques diretos ao Estado de Direito.

A tentativa de perdoar aqueles que invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes não pacifica — ela normaliza a insurreição e enfraquece as instituições que protegem nossas liberdades e garantem a estabilidade do país. O atentado mais recente ao STF é um lembrete sombrio de que a violência não está tão distante quanto alguns gostariam de acreditar.

Francisco Wanderley Luiz, identificado como o autor do ataque, tentou invadir o edifício da Suprema Corte e detonou um explosivo, colocando em risco os alicerces da Justiça. Esses atos extremistas, que se assemelham a práticas terroristas, mostram que a defesa da anistia é não apenas imprudente, mas também desrespeitosa com todos os brasileiros que prezam pela democracia.

A concessão de anistia aos golpistas de 8 de janeiro pode ter consequências ainda mais graves: incentiva futuras ações extremistas. Quando o poder legislativo cede a pressões e permite que esses ataques permaneçam impunes, ele manda uma mensagem de que nosso Estado é fraco e que as instituições não estão dispostas a proteger a democracia com a devida seriedade.

Além disso, uma anistia abre um precedente perigoso, permitindo que o radicalismo volte à tona sempre que interesses políticos extremos decidam desafiar o sistema democrático. Esse ataque ao STF, seguido pelo crescente cansaço entre lideranças centristas em relação às pautas da extrema-direita, pode trazer mudanças significativas no cenário político.

A ideia de anistiar os envolvidos nos atos de 8 de janeiro é, portanto, um erro que ameaça a própria base da democracia. É hora de reafirmar nosso compromisso com a justiça, lembrando que proteger as instituições é a única forma de garantir que atos extremistas não sejam aceitos ou esquecidos. A verdadeira paz vem da justiça, e a verdadeira democracia só se mantém viva com a proteção firme de suas instituições.

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