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O deputado estadual Olyntho Neto (Republicanos), investigado por suspeitas de envolvimento em um esquema de descarte irregular de lixo hospitalar, faz parte da delegação do Tocantins na 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 29), realizada em Baku, Azerbaijão. O evento, que acontece entre 11 e 22 de novembro de 2024, reúne líderes globais para debater estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas.
Olyntho Neto, que viaja sem custos ao Poder Executivo, foi alvo de uma investigação que envolve práticas ambientais ilegais em Tocantins, decorrentes da Operação Expurgo da Polícia Civil. O caso, que envolve a empresa de sua família, apura o descarte inadequado de resíduos hospitalares, além do uso de empresas de fachada e propriedades arrendadas para esconder tais atividades. As acusações incluem crimes contra a flora e poluição ambiental.
Entre os representantes designados pelo governo estadual com ônus para o Estado, incluindo passagens e diárias, estão Aleandro Lacerda Gonçalves, Diretor-Presidente da Tocantins Parcerias/Tocantins Carbono; Juliel Fernandes Pereira, Gerente de Redes Sociais da Secretaria da Comunicação; Marcello de Lima Lelis, Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos; Marli Teresinha dos Santos, Superintendente de Gestão de Políticas Públicas Ambientais da mesma secretaria; e Paulo Waikarnãse Xerente, Secretário de Estado dos Povos Originários e Tradicionais.
Cristiane Peres da Silva, Diretora de Inteligência Ambiental, Clima e Florestas da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, também integra a comitiva com a concessão de 50% das diárias, conforme o ato de designação. A delegação conta ainda com a deputada estadual Cláudia Lelis (PV), esposa do secretário Marcello Lelis, que viaja à COP 29 também sem ônus ao governo estadual.
O Jornal Opção Tocantins solicitou uma nota a assessoria do deputado sobre sua participação no evento mas não obteve retorno.
Ato que aconteceu no início da noite de quarta-feira, 13, causou a morte do autor da explosão
O Tocantins será um dos estados brasileiros a ser alvo do novo plano de trabalho da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. As discussões do retorno tiveram início nesta quinta-feira, 14, e tem como objetivo dar continuidade às investigações e buscas pelos restos mortais de vítimas da ditadura militar, em particular os combatentes da Guerrilha do Araguaia, que lutaram contra o regime entre 1972 e 1975 na região Norte. Além do Tocantins, a comissão também visitará São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Pará.
O plano de trabalho também contempla a retomada dos exames genéticos para a identificação de ossadas encontradas em uma vala clandestina no Cemitério Dom Bosco, em Perus, na zona oeste de São Paulo. Em setembro de 1990, a descoberta da vala revelou 1.049 sacos com restos mortais, pertencentes a pessoas desaparecidas durante o regime militar, incluindo militantes políticos e vítimas de esquadrões da morte. Atualmente, esses remanescentes estão sob a análise de peritos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A Comissão foi criada em 1995, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, com a missão de reconhecer as mortes de pessoas perseguidas politicamente entre 1961 e 1988 e identificar os desaparecidos. Desde então, mais de 300 casos foram analisados, com a consequente concessão de indenizações às famílias. Contudo, as atividades da comissão foram interrompidas em 2022, no governo de Jair Bolsonaro (PL). A atual reativação, por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marca o retorno do grupo ao trabalho, após uma pausa de quase dois anos.
Além da busca pelos restos mortais de desaparecidos políticos, o novo plano de trabalho inclui a entrega de certidões de óbito retificadas às famílias das vítimas e a realização de um novo encontro nacional de desaparecidos políticos (com informações do Estadão).
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