Uma operação da Polícia Federal que também atinge o Tocantins foi deflagrada nesta quarta-feira, 15, para apurar suspeitas de desvio de recursos públicos, fraudes em contratos e irregularidades em processos de contratação de empresas. A ação é realizada em conjunto com a Controladoria Geral da União e envolve o cumprimento de 50 mandados judiciais.

No Tocantins, as diligências fazem parte da Operação Makot Mitzrayim, que investiga a atuação de organizações sociais na contratação de serviços por meio de sucessivas terceirizações. Ao todo, são 18 mandados de busca e apreensão cumpridos no estado, além de Goiás e Maranhão.

Segundo a investigação, empresas teriam sido contratadas com valores acima do mercado, o que possibilitou o desvio de verbas públicas. Parte desses recursos, de acordo com a Polícia Federal, teria sido usada para enriquecimento ilícito de envolvidos e para o pagamento de agentes públicos responsáveis pela fiscalização dos contratos.

As apurações também apontam indícios de direcionamento na escolha das empresas e simulação de concorrência nos processos de contratação, além de possíveis vínculos entre dirigentes das organizações sociais e as empresas contratadas.

Outra frente da ação deflagrada no mesmo dia, chamada Operação Rio Vermelho, investiga suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos destinados ao enfrentamento da pandemia de Covid-19, em um hospital de campanha administrado por organização social. Nesse caso, são cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva em Brasília, São Paulo e Goiás.