Uma investigação sobre fraude eletrônica e lavagem de dinheiro chegou ao Tocantins nesta quinta-feira, 24, durante a Operação Firewall, deflagrada pela Polícia Civil do Pará. A ação apura a atuação de um grupo suspeito de utilizar técnicas de engenharia social para obter credenciais bancárias e realizar transferências não autorizadas.

Além do Tocantins, foram cumpridas medidas judiciais no Pará, Bahia, Goiás, Ceará, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Ao todo, foram expedidos 15 mandados de prisão preventiva e diversas ordens de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores até o limite do prejuízo investigado.

Segundo a Polícia Civil, o grupo teria conseguido acesso a informações bancárias de uma empresa do setor de telecomunicações. A partir dos dados obtidos, os investigados teriam realizado transferências sem autorização, provocando um prejuízo estimado em R$ 500 mil.

A operação teve apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, além da participação de forças de segurança de outros estados e do Distrito Federal.

A investigação no Pará integra uma série de ações realizadas nesta quinta-feira, 24, com suporte do Ciberlab. No Ceará, uma operação apurou um esquema que utilizava falsas audiências judiciais para induzir vítimas a realizar transferências bancárias. Já no Rio Grande do Sul, a Operação Lance Cego investigou um grupo suspeito de aplicar golpes de falso leilão de veículos pela internet.