Tocantins recebe 20,3 mil doses de vacina contra a covid-19 em nova remessa do Ministério da Saúde
16 abril 2026 às 15h14

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O Tocantins recebeu, nesta semana, 20.304 doses da vacina contra a covid-19, dentro de uma nova remessa de 2,2 milhões de imunizantes encaminhada pelo Ministério da Saúde aos estados e ao Distrito Federal. Com o envio, o total de doses distribuídas pela pasta em todo o país nos primeiros meses de 2026 alcança 6,3 milhões, com estoques destinados ao atendimento das demandas regionais.
As vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) correspondem às formulações mais atualizadas para as cepas em circulação e seguem indicadas prioritariamente aos grupos considerados mais vulneráveis. “As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, afirma o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.
Segundo o Ministério da Saúde, o quantitativo em estoque é suficiente para atender todo o país. A distribuição às unidades de saúde e a organização da logística local são de responsabilidade dos estados e municípios, que administram os estoques, o controle de validade e a aplicação das doses.
O envio das vacinas ocorre por meio de pauta automática, definida a partir de critérios como a estimativa da população-alvo e o número de doses já aplicadas. Os estados também podem formalizar solicitações complementares em situações excepcionais. Nesses casos, o Ministério realiza novas remessas.
Abastecimento
Entre janeiro e março de 2026, o Ministério da Saúde encaminhou 4,1 milhões de doses aos estados, das quais 2 milhões já foram aplicadas. Nesse período, o Tocantins recebeu 32.200 doses.
Com a nova remessa enviada nesta semana, a pasta mantém o fluxo regular de distribuição e reforça os estoques regionais voltados à imunização de crianças e adultos, ampliando a cobertura vacinal.
A distribuição é feita diretamente pelo Ministério da Saúde às secretarias estaduais de saúde (SES), que ficam responsáveis pelo recebimento e pela redistribuição das doses aos municípios.
Quem deve se vacinar?
O esquema de vacinação contra a covid-19 no Brasil segue diretrizes atualizadas, organizadas conforme faixa etária e condições de saúde, com prioridade para grupos mais vulneráveis:
Idosos (a partir de 60 anos ou mais): duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas;
Gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose;
Crianças (6 meses a menores de 5 anos): esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;
Pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses);
População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente.
A estratégia de vacinação também contempla outros grupos especiais, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.
A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção em dia.
Cenário epidemiológico
A covid-19 é uma infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2, com potencial de agravamento, especialmente entre grupos de maior risco, podendo evoluir para óbito.
Em 2026, até 11 de abril, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal (SG) por covid-19. Também foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% por covid-19, o equivalente a 1.456 casos, com 188 óbitos de SRAG associados à doença.
Diante desse cenário, a vacinação permanece como a principal estratégia de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
