Wanderlei Barbosa e Eduardo Siqueira Campos negam desgaste após operação que prendeu secretária
17 junho 2026 às 16h06

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O governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), afirmaram nesta terça-feira, 16, que a relação entre o Governo do Tocantins e a Prefeitura da Capital permanece baseada no diálogo e na cooperação institucional. As declarações foram dadas durante a entrega das chaves dos novos apartamentos do Residencial Maria Rosa, após questionamentos sobre especulações envolvendo um possível desgaste entre as duas gestões.
Na ocasião, o governador negou qualquer desentendimento com o prefeito. “Só se for do lado dele, do meu não tem.”
Na sequência, Eduardo Siqueira Campos também descartou qualquer divergência e afirmou que a relação entre os dois é pautada pelo respeito. “Eu diria o seguinte, nem do lado dele eu acreditaria, porque principalmente ele, o governador, me permita dizer assim, ele sempre tratou com muito respeito e com muita seriedade os nossos assuntos.”
O prefeito acrescentou que mantém uma relação institucional com o chefe do Executivo estadual desde o início da gestão. “Então assim, o governador pode ter a mais absoluta certeza eu me pauto pelo relacionamento institucional desde o primeiro dia, eu o respeito. Nós temos uma história, nós temos um legado. Vocês acompanham todas as minhas solenidades, ele me trata da forma mais digna que um prefeito pode ter, e entre nós, se alguém pretende isso, está mexendo com duas pessoas erradas, maduras que não aceitam a intriga nem a fofoca.”
Dirigindo-se ao governador, Eduardo Siqueira Campos voltou a afirmar que a atuação conjunta entre Estado e município não abre espaço para dúvidas sobre a relação entre ambos. “Governador, se há alguém que busque fazer intriga entre governo de vossa excelência o nosso [municipal], todos os os nossos atos praticados até hoje depõem contra isso. A nossa relação não permite dúvidas, não só entre nós, quanto os nossos verdadeiros amigos. Mas eu digo os verdadeiros”, ressaltou.
O reencontro entre os dois ocorreu sete dias após a deflagração da Operação Falsa Emergência, conduzida pela Polícia Civil do Tocantins, que apura supostas irregularidades em um contrato de cerca de R$ 139 milhões para a terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas, firmado com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. A investigação resultou na prisão da então secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, do ex-superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, e da empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada pela investigação como intermediadora de interesses da organização social contratada.
