Vicentinho fala sobre imprensa, rompimentos e diz acreditar que eleição será decidida pela “estrutura moral”
26 junho 2026 às 06h00

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Aos 41 anos e no terceiro mandato como deputado federal, Vicentinho Júnior (PSDB) tenta consolidar uma candidatura ao Governo do Tocantins apostando em um discurso de ruptura com os grupos que, atualmente, comandam a política estadual. Depois de deixar o Progressistas, romper com o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e também se afastar do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), o tucano sustenta que a eleição de 2026 será menos definida pelo peso das estruturas partidárias e mais pela capacidade de apresentar um projeto para o futuro do estado.
Em entrevista ao Jornal Opção Tocantins, Vicentinho afirma que não se arrepende das rupturas políticas que protagonizou nos últimos dois anos, rebate críticas sobre sua mudança de projeto — do Senado para o Palácio Araguaia —, faz ataques à condução da saúde pública estadual e municipal, critica a atuação da Secretaria de Comunicação do governo e afirma que pretende fazer uma campanha baseada em propostas, sem transformar adversários em inimigos.
Ao longo de quase duas horas de conversa, o deputado também fala sobre imprensa, inovação, reforma tributária, segurança pública, descentralização da saúde e explica por que acredita que sua candidatura pode surpreender na disputa pelo governo do Tocantins.
O senhor iniciou a articulação para disputar o Senado e depois mudou de rota para disputar o governo. O que motivou essa decisão?
Sempre construí minha trajetória de acordo com o sentimento das pessoas. Eu não mudei por conveniência. Adequei meu projeto ao que passei a enxergar no Tocantins. Percebi que havia espaço para apresentar uma alternativa ao modelo que está sendo colocado.
Não acredito em projetos que apenas prometem continuidade. Quando entendi isso, tomei a decisão.
O senhor ainda não anunciou o segundo nome ao Senado. Por que essa definição demora mais do que nas outras chapas?
Nossa caminhada tem sido pautada pela prudência e pelo respeito ao calendário eleitoral. Nós temos convenções entre os dias 1º e 5 de agosto. Até lá, vamos percorrer o Tocantins com nossos pré-candidatos a deputado estadual, deputado federal, com Alexandre Guimarães ao Senado e Amélio Cayres na vice. Cada etapa tem seu momento.
As outras chapas já apresentam vários nomes para o Senado. Isso preocupa?
Não. Vejo muita gente querendo mostrar força. Mas nem sempre mostrar volume é mostrar força e nem sempre mostrar força é mostrar foco. Eu não estou disputando uma luta de boxe. Quero disputar com estratégia, com biografia, com o futuro que proponho e prestando contas do meu passado.
É estranho ver uma coligação apresentar três, quatro ou cinco candidatos para duas vagas ao Senado. Essa conta não fecha. As pessoas querem estabilidade institucional, não um grupo brigando antes mesmo da eleição.
Alguém está enganando alguém
O senhor tem repetido que pretende fazer uma campanha diferente dos adversários. Em que sentido?
Não quero apenas ser candidato ao governo. Quero ser governador para restabelecer a estabilidade institucional, a liturgia do cargo e o respeito às pessoas. Justiça não significa ser violento nem acovardado. Você precisa enfrentar os problemas sem viver permanentemente em guerra.
Enquanto alguns estão preocupados em mostrar fotografias de grandes atos políticos, eu estou preocupado em ouvir a população para construir um plano de governo.
Quais temas deveriam estar no centro do debate eleitoral?
O Tocantins discute muito pouco o futuro. O Brasil aprovou uma reforma tributária que mudará completamente o ambiente econômico a partir de 2033. Os estados deixarão de oferecer muitos dos incentivos fiscais existentes hoje. O Tocantins, distante dos grandes centros consumidores, precisa começar agora a pensar como continuará atraindo empresas e investimentos.
Onde está esse debate? Onde estamos discutindo um ambiente de inovação, de indústria, de empreendedorismo de verdade? Se deixarmos para pensar nisso quando chegar 2033, será tarde.
O senhor fala em um “ambiente 4.0”. O que significa isso?
Significa preparar o Estado para uma nova economia. Os outros estados já estão discutindo essa transição. Aqui ainda se fala apenas em incentivos fiscais, quando sabemos que eles mudarão. Precisamos criar um ambiente saudável para quem quer empreender, industrializar e investir no Tocantins.
O senhor critica a ideia de elaborar um plano de governo à distância. O que considera essencial nesse processo?
Porque plano de governo não se faz atrás de um computador. A melhor plataforma para construir um programa de governo é entrar num hospital, conversar com professores, ouvir policiais, visitar comunidades rurais.
É assim que você entende os problemas reais.
Não é criando uma plataforma na internet para receber sugestões. É olhando nos olhos das pessoas.
O senhor costuma dizer que não pretende responder ataques com ataques. Como pretende conduzir a campanha?
Não preciso pedir que jornalistas falem mal de adversários. Quero apenas a oportunidade de apresentar meu projeto. Minha preocupação é andar pelo Tocantins e ouvir as pessoas.
É isso que faço há muito tempo e continuarei fazendo.
Sua saída do grupo do governador Wanderlei Barbosa, ainda em 2024, ocorreu por causa da campanha de Eduardo Siqueira Campos em Palmas?
Foi consequência desse processo. Eu não rompi apenas com Wanderlei. Rompi com um projeto político no qual deixei de acreditar. Isso foi formalizado. No dia 9 de outubro de 2024 encaminhei um ofício comunicando minha saída do grupo político. Não houve rompimento escondido nem conversa de bastidor. Fiz da forma correta porque entendia que aquele caminho já não representava aquilo em que eu acreditava.
Como foi esse apoio a Eduardo Siqueira Campos?
Quando percebi que o projeto para Palmas era outro, abracei a candidatura do Eduardo. E não foi no momento mais confortável. Foi quando poucos acreditavam que ele pudesse vencer. Trouxe amigos de Brasília, articulei recursos para obras, para unidades básicas de saúde, para a Guarda Metropolitana, para infraestrutura. Fiz isso porque acreditava naquele projeto.
O senhor se arrepende dessa decisão?
Não. Essa é a minha história. Sempre enfrentei as consequências das minhas escolhas. Nunca persegui ninguém nem mandei perseguir adversários.
Fiz aquilo que achei correto.
Existe sentimento de ingratidão por parte do prefeito Eduardo Siqueira Campos?
Essa resposta cabe a ele. Eu posso falar da minha parte. Quando o apoiei, não tinha obrigação de defendê-lo durante o período em que esteve afastado do cargo. Fiz porque acreditava que era o correto. Pedi às pessoas ligadas a mim que entregassem os cargos e esperassem o retorno dele para retomarmos o trabalho. Isso aconteceu.
Se hoje alguém prefere esquecer essa história, esse problema não é meu.
No PP, o senhor se colocava como possível candidato ao Senado na chapa da senadora Dorinha Seabra. O que mudou?
Primeiro, é importante lembrar uma coisa. Em 2022 eu não apoiei a senadora Dorinha. Apoiei Kátia Abreu, que era do meu partido. Disputei duas eleições para deputado federal contra a Dorinha. Isso faz parte da política.
Depois, quando comecei a entender como determinadas articulações estavam sendo construídas, concluí que não fazia sentido permanecer naquele projeto. Não tenho obrigação de seguir um caminho em que não acredito.
O senhor costuma dizer que a aliança dos adversários é um “ajuntamento político”. Por quê?
Porque vejo muitos interesses diferentes reunidos apenas para uma eleição. O que acontece depois? Essa é a pergunta. Tenho a impressão de que parte daqueles grupos termina a eleição e cada um seguirá procurando outro projeto político. Eu não quero construir algo que dure apenas até outubro.
A saúde pública aparece como um dos principais temas da sua pré-campanha. Qual é o principal problema hoje?
O Tocantins precisa fazer uma pergunta simples: a saúde está boa para quem depende dela? Não para quem olha de fora, mas para quem passa horas numa maca do Hospital Geral de Palmas, perde o lugar quando vai ao banheiro ou espera dias por um atendimento. É a realidade de quem utiliza o sistema que precisa orientar as decisões do governo.
O senhor cita frequentemente o Hospital Geral de Palmas. Por quê?
Porque ele simboliza esse modelo esgotado. Houve situações em que pacientes da oncologia precisaram voltar para casa por causa de problemas na estrutura. Celebram a transferência de parte dos serviços para o Hospital de Amor, mas ninguém será contra o Hospital de Amor. A questão é outra.
Qual é essa questão?
Terceirizar não pode ser a solução para tudo. O correto é ampliar a capacidade do Estado. Mantenha o serviço dentro da rede estadual e complemente o atendimento por meio de parcerias. O que não pode acontecer é o governo simplesmente abandonar sua responsabilidade e transferi-la para terceiros.
Essa crítica vale para outras áreas da saúde?
Vale. O Estado vem terceirizando cada vez mais serviços. Depois começam a surgir questionamentos sobre contratos, como aconteceu recentemente em Palmas. A impressão é que tentam inverter a narrativa, como se eu fosse o investigado dessa história.
O senhor está se referindo ao caso das UPAs de Palmas?
Exatamente. Parece que minha BMW, comprada, paga e declarada, desperta mais interesse do que veículos utilizados por pessoas investigadas na área da saúde. Há investigações envolvendo contratos públicos, servidores presos e um inquérito concluído. Mesmo assim, tentam deslocar o debate para assuntos que nada têm a ver com o problema principal.
Eu não vou fugir desse debate. Não apoiei o prefeito Eduardo Siqueira Campos para ver esse tipo de situação acontecer. Também não tenho responsabilidade pelos erros de outras pessoas. Cada um deve responder pelos próprios atos.
Além da gestão dos hospitais, o que mudaria na política de saúde?
O primeiro passo é descentralizar o atendimento. O Tocantins cresceu, mas a estrutura hospitalar continua praticamente a mesma. Não faz sentido concentrar tudo em poucos hospitais regionais.
É preciso fortalecer os Hospitais de Pequeno Porte, investir nas unidades regionais e evitar que pacientes percorram centenas de quilômetros para procedimentos simples.
O senhor costuma citar o Vale do Araguaia como exemplo, qual o motivo?.
Porque aquela região já exige um novo hospital regional. O crescimento populacional sobrecarregou a estrutura existente. A mesma lógica vale para outras regiões do estado.
Em Arraias, por exemplo, muitas pessoas dizem que o município perdeu a capacidade hospitalar que já teve. Hoje um paciente precisa ser transferido para Porto Nacional e, muitas vezes, depois segue para Palmas. Isso aumenta custos, demora o atendimento e sobrecarrega toda a rede.
Há quem considere essas propostas difíceis de executar.
Não vejo dessa forma. Muitas soluções já existem em outros lugares. Basta observar o que funciona e adaptar ao Tocantins.
Também precisamos investir fortemente na prevenção. Um programa eficiente de combate à obesidade, por exemplo, reduz cirurgias, internações e gastos futuros. Muitas vezes a solução está antes da doença chegar ao hospital.

O atendimento especializado também precisa mudar?
Sem dúvida. Hoje uma pessoa espera meses para conseguir uma consulta, depois espera novamente para fazer exames e, só então, descobre se precisará de cirurgia. Quando o tratamento começa, muito tempo já foi perdido.
É exatamente por isso que digo que o debate precisa sair da propaganda e entrar na prestação de serviços. O cidadão quer atendimento funcionando, não marketing governamental.
Nos últimos dias, o senhor passou a ser alvo de críticas por causa de um áudio envolvendo uma jornalista. O que aconteceu?
Está tudo muito claro. Existe um áudio. Em nenhum momento eu ofendo aquela jornalista ou a desrespeito. O que fiz foi uma cobrança porque ela exercia uma função pública como chefe do escritório da Prefeitura de Palmas em Brasília. Minha indignação era com a atuação de uma agente pública, não com o fato de ela ser jornalista. O tempo esclarece as coisas.
Mesmo assim, houve preocupação entre profissionais da imprensa sobre como seria sua relação com os meios de comunicação caso seja eleito governador.
Respondo com minha própria história. Estou encerrando doze anos de mandato parlamentar. Passei boa parte desse período na oposição. Durante todo esse tempo tive divergências públicas com jornalistas, articulistas e veículos de comunicação.
Mas, nunca processei um jornalista.
Lanço um desafio: pesquisem todos os pré-candidatos ao governo e vejam quem já acionou jornalistas na Justiça. Vão descobrir que eu nunca fiz isso.
O senhor costuma citar debates públicos que teve com jornalistas.
Tenho posições diferentes de vários jornalistas e comunicadores do estado. Discordamos em diversos temas, vem as críticas aos meus votos como parlamentar e eu defendo minha posição. Terminou ali.
Nunca liguei para pedir que deixasse de escrever, nunca suspendi publicidade por causa de opinião e nunca persegui ninguém por discordar de mim.
Como deve ser a relação entre governo e imprensa?
A Secretaria de Comunicação existe para comunicar as ações do governo, não para fazer política nem para agir como instrumento de ataque.
Secretário de Comunicação não pode ser um defensor pessoal do governador. Tem que tratar todos os veículos com respeito, independentemente da linha editorial. O papel institucional da comunicação precisa voltar.
A Secom não deve perguntar quem elogia ou quem critica o governo para decidir como tratar cada veículo.
O senhor afirma que existe hoje um ambiente de pressão sobre veículos de comunicação?
Vejo uma comunicação muito voltada para disputa política. Não acredito que esse seja o papel institucional de uma Secretaria de Comunicação.
O governo precisa prestar contas, divulgar políticas públicas e manter uma relação republicana com todos os meios de comunicação. É isso que pretendo fazer.
O senhor também diz ser alvo de uma campanha permanente nas redes sociais.
Tenho sido acusado de muitas coisas ao longo dos últimos anos. Falam de carro, de patrimônio, de denúncias antigas, sempre tentando criar uma narrativa. Só que essas acusações já foram investigadas.
Houve uma denúncia anônima apresentada anos atrás. Ela foi analisada pelos órgãos competentes e fui inocentado. Mesmo assim, esse assunto continua sendo reutilizado para alimentar uma narrativa política.
Também falaram sobre patrimônio da minha esposa. Basta analisar todos os documentos e os extratos. Isso também já foi objeto de apuração.
Hoje as redes sociais permitem que eu responda diretamente. Nunca fui um político que se esconde atrás de nota oficial.
Sempre apareci para falar em meu nome, mostrar meu rosto e assumir minhas posições.
O senhor acredita que esse tipo de confronto dominará a campanha?
Espero que não. Quero discutir ideias. Se me perguntarem sobre saúde, vou responder sobre saúde. Se perguntarem sobre segurança, vou responder sobre segurança. Não quero uma eleição baseada em ataques pessoais.
Faço debates e, quando necessário, faço enfrentamentos políticos. Mas isso não significa desrespeitar pessoas. Meu compromisso é apresentar um projeto para o Tocantins e permitir que a população compare propostas, trajetórias e resultados.
Seus adversários reúnem mais prefeitos, mais partidos e ocupam mais espaços na máquina pública. Como enfrentar essa diferença?
Não estou preocupado com isso. Em nenhuma das 139 cidades do Tocantins existe apenas um grupo político. Há o grupo do prefeito, o da oposição e, muitas vezes, um terceiro grupo que quer construir um caminho diferente.
Também não estou preocupado com quem começou a percorrer o estado agora. Eu ando o Tocantins há muitos anos. Quem acompanha minhas redes sociais sabe disso. Ouvir as pessoas leva tempo. Essa talvez seja a maior estrutura que os tocantinenses procuram nesta eleição. Não é quem tem mais dinheiro, mais prefeitos ou mais cargos. É quem consegue olhar para trás e mostrar coerência.

Então a estrutura política não será decisiva?
A estrutura que mais importa não é financeira nem administrativa. É a estrutura moral. Acho que é isso que os tocantinenses procuram nesta eleição. Por isso tentam atacar minha reputação o tempo todo. Querem me trazer para um terreno em que sempre me recusei a entrar.
O que o senhor chama de estrutura moral?
É a tranquilidade de apresentar minha trajetória. Nunca vendi asfalto, nunca vendi cesta básica, nunca fui dono de empreiteira, nunca cobrei percentual sobre emendas parlamentares. Qualquer prefeito do Tocantins pode responder se algum dia me pagou um centavo por causa de uma emenda minha. Essa é a diferença que quero mostrar durante a campanha.
O senhor costuma dizer que pretende ser um governador que irá terminar o mandato sem que isso seja tratado como algo extraordinário. Por quê?
Porque isso deveria ser normal. Acho estranho quando alguém comemora simplesmente o fato de concluir um mandato. Essa não é uma exceção. É obrigação de qualquer governante.
Se Deus me permitir chegar ao governo, quero terminar o mandato porque fiz um bom governo, não porque sobrevivi politicamente.
Qual será o critério para avaliar seu possível governo?
Não será a permanência no cargo. Quero ser cobrado pela qualidade dos serviços públicos, pelas escolas construídas, pelos hospitais funcionando, pelas estradas, pela segurança, pelas creches, pela capacidade de melhorar a vida das pessoas.
Foi assim que aprendi. Minha avó dizia que forma redonda não faz bolo quadrado. A vida molda as pessoas pelas escolhas que fazem. Minha trajetória é pública. Nunca tive Polícia Federal batendo à porta da casa dos meus pais. Nunca vivi esse tipo de situação e não pretendo viver.
O eleitor precisa cobrar resultados. Terminou o mandato? Fez apenas sua obrigação.
O reconhecimento deve vir pelo serviço prestado, não simplesmente pelo fato de concluir quatro anos de governo.
Por que acredita que sua candidatura pode surpreender em 2026?
Porque percebo algo diferente acontecendo.
Durante muito tempo, as eleições no Tocantins eram decididas pela união dos grandes grupos políticos. Agora vejo praticamente todos esses grupos reunidos do outro lado para enfrentar uma candidatura construída por uma nova geração.
Isso mostra que existe espaço para uma alternativa. Quero discutir inovação, ambiente de negócios, reforma tributária, saúde, segurança e educação. Enquanto alguns preferem concentrar o debate em ataques pessoais ou em demonstrações de força, quero discutir o futuro do Estado.
Qual será o tom da sua campanha?
Não sou contra ninguém. Não sou anti-Wanderlei, não sou anti-Dorinha e não sou adversário das pessoas no plano pessoal. Quero apresentar um projeto diferente para o Tocantins.
Se vencer a eleição, vou procurar todos aqueles que hoje são meus adversários políticos. Vou atrás da senadora Dorinha em Brasília sempre que isso for importante para o estado. Não vou queimar pontes nem transformar divergências políticas em conflitos pessoais.
Meu debate é de ideias.
O que o eleitor pode esperar de um eventual governo Vicentinho Júnior?
Pode esperar coerência. Quero governar olhando para os 139 municípios da mesma forma, sem perguntar em quem o prefeito votou ou se apoiou minha candidatura.
Quero um estado que trate saúde, educação, segurança e desenvolvimento como políticas públicas, não como instrumentos eleitorais.
Minha campanha será construída dessa maneira. Vou continuar andando o Tocantins, ouvindo as pessoas e apresentando aquilo em que acredito. Coragem e fé nunca me faltaram. É assim que pretendo disputar esta eleição.
