Por Redação
No mês de outubro, o Brasil possui algumas datas para tentar suavizar o pesado fardo de ser mulher em uma sociedade estruturalmente machista. O mais famoso é o outubro rosa, contra o câncer de mama, que tem chances melhores de tratamento se diagnosticado no início.
Datas médicas voltadas para o público feminino são especialmente importantes. Afinal, algumas décadas atrás, médicos e farmacologistas não levavam em consideração diferenças biológicas entre homens e mulheres sequer para testar novos remédios.
No mesmo mês, na última quinta-feira, 10, foi o Dia Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Mesma data em que ganhou repercussão o caso da influenciadora Cíntia Chagas. Ela denunciou o ex-marido, deputado estadual por SP, Lucas Bove (PL), por uma série de abusos físicos e psicológicos ao longo de dois anos.
Em seguida, na sexta-feira, temos o Dia Internacional das Meninas, em celebração às jovens mulheres, o futuro da nossa nação, um dia antes do Dia das Crianças, 12. Infelizmente, o Atlas da Violência de 2024 mostra que quase metade dos registros de agressão contra meninas de 10 a 14 anos de idade são abusos sexuais, o que torna mais complexo comemorar a data.
Mulheres Rurais
Ainda em outubro, podemos citar que no dia 15, ainda será celebrado o Dia Internacional das Mulheres Rurais. Mulheres que ocupam os trabalhos que a maioria das outras não gostaria de exercer, responsáveis pelas suas famílias e, muitas vezes, pela alimentação de várias outras.
Ainda assim, no Brasil, são elas que muitas vezes sofrem com os trabalhos mais árduos, as maiores jornadas de trabalho e até a falta de acessos básicos, como saúde, educação, lazer e segurança.
As mulheres conquistaram direito ao voto, à educação, ao trabalho remunerado, ocupação de cargos políticos, leis em defesa da mulher. Agora, o que falta é principalmente diálogo e educação com a população e com as novas gerações.
Agora, lutemos por menos rosas e mais aliados.
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Cid Moreira, um dos nomes jornalistas que marcaram a televisão brasileira, faleceu nesta quinta-feira, 3, aos 97 anos. O jornalista, locutor e apresentador, conhecido por sua voz inconfundível, estava internado no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Ele vinha enfrentando uma série de problemas de saúde, incluindo uma pneumonia, que agravou seu estado nas últimas semanas.
Um legado no ‘Jornal Nacional’
Cid Moreira marcou época na TV brasileira, especialmente à frente do ‘Jornal Nacional’, principal telejornal da Rede Globo, onde permaneceu por 27 anos. Sua trajetória no programa teve início em 1969, ano da estreia do noticiário, quando dividiu a bancada com Hilton Gomes.
Sua última aparição como âncora do programa foi em 1996, quando foi substituído por William Bonner e Lilian Witte Fibe, dando início a uma nova fase no noticiário.
Problemas de saúde ao longo dos anos
Nos últimos anos, Cid Moreira enfrentou diversos desafios de saúde. Em 2022, foi diagnosticado com insuficiência renal, o que o levou a iniciar um tratamento de diálise. Inicialmente, as sessões de diálise eram realizadas no hospital, mas posteriormente, com o avanço da tecnologia médica e o apoio de sua esposa, o tratamento passou a ser feito em casa.
No último domingo, 29, ele completou 97 anos e foi amplamente homenageado por amigos, fãs e colegas de trabalho. As homenagens foram compartilhadas em seu perfil no Instagram, onde o jornalista se mostrava grato pelo carinho e pelas lembranças de sua carreira brilhante.
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