O Banco de Brasília projeta receber entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões até o fim de maio com a venda de ativos ligados ao acordo firmado com a Quadra Capital, após operações envolvendo o Banco Master.

A expectativa é de que a primeira parcela, no valor de R$ 1 bilhão, seja depositada entre esta sexta-feira, 15, e a próxima segunda-feira, 18. O restante do montante deverá ser incorporado posteriormente por meio de cotas subordinadas de um fundo estruturado para administrar e monetizar os ativos negociados.

Os recursos devem ampliar a liquidez do banco — ou seja, aumentar a capacidade da instituição de honrar compromissos imediatos, como saques e pagamentos. Apesar disso, a entrada de dinheiro não elimina os impactos financeiros enfrentados pelo BRB após prejuízos relacionados à aquisição de carteiras de crédito consideradas irregulares do Banco Master.

Além de recuperar liquidez, o BRB ainda precisa reforçar seu patrimônio. Para isso, o Governo do Distrito Federal, acionista controlador do banco, busca uma operação de crédito de R$ 6,6 bilhões, com apoio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou de um consórcio de instituições financeiras.

As negociações, porém, enfrentam dificuldades em razão da classificação de capacidade de pagamento do GDF, atualmente no nível C, o que dificulta a obtenção de garantias junto ao Tesouro Nacional. Mesmo assim, interlocutores envolvidos nas tratativas afirmam que a possibilidade de aval federal ainda não foi descartada.

Desde novembro de 2025, a instituição é presidida por Nelson Antônio de Souza, cuja gestão trabalha para atender às exigências do Banco Central e manter a regularidade operacional do banco. O prazo estipulado pela autoridade monetária termina em 29 de maio.