Faltou Dizer

Encontramos 453 resultados
Brasil pode se tornar referência em economia verde, mas ainda engatinha nos investimentos

Fontes de energia renovável são prioridades apontadas pelas Nações Unidas, e o país pode sair na frente nessa corrida

Faltou Dizer
Desordem e Regresso: A polarização impede o diálogo e o progresso

Quando falta o mínimo, não sobra tempo para analisar e entender a origem das desigualdades

Protestos anti-imigração no Reino Unido mostram a verdadeira face da extrema-direita

Com a tragédia, a extrema-direita britânica começou uma campanha de desinformação

Rompendo com o “pacto da branquitude”

O título, que faz referência à obra da ativista Cida Bento, cofundadora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), é muito adequado para o primeiro e histórico pódio de mulheres negras nas Olimpíadas de Paris

Mais do que medalhas: espírito olímpico precisa ser mais valorizado durante os jogos

Fabrício Vera

O espírito olímpico é associado à ideia de celebrar a dedicação e a competição saudável, mas para muitos, o foco é claro e direto: vencer. Em um cenário de alta performance como os Jogos Olímpicos, a busca pela vitória virou o único objetivo. Infelizmente, essa mentalidade está na cabeça de atletas e equipes, além do público externo, principalmente aqueles que acompanham as competições apenas a cada quatro anos.

Em uma competição onde a margem entre o sucesso e o fracasso pode ser de milésimos de segundos ou milímetros, um atleta pode ficar marcado na história ou ser considerado “irrelevante” nos detalhes. Por exemplo, nos 100 metros rasos masculino, o americano Noah Lyles levou a medalha de ouro e a glória com o tempo de 9.79 segundos. Entretanto, o jamaicano Oblique Seville com 9.91 segundos ficou em último e não deverá ser lembrado.

As Olimpíadas não deveriam ser assim, porque não foram criadas apenas para a glória, mas para valorizar o desempenho máximo e superação. Lembrando que no início apenas atletas amadores participavam dos jogos, e o profissionais ficavam de fora. Apenas nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988 que os atletas profissionais foram liberados para competir.

O verdadeiro espírito olímpico também está em que chega em último, mas que se superou e deu o seu melhor. Em nível mundial, o desempenho pode não ser visto como relevante, mas esse desempenho poder histórico para uma nação.

Por exemplo, em Sydney 2000, Eric Moussambani, nadador de Guiné-Equatorial, nadou uma eliminatória de 100 metros rasos sozinho e terminou com o tempo de 1 minuto e 52 segundos. O medalhista de ouro do mesmo percurso, o holandês Pieter van den Hoogenband, alcançou o recorde mundial com 47 segundos.

Só que é necessário contexto: Moussambani começou a nada apenas quatro meses antes das Olimpíadas, já que o seu país não tinha um representante. Ele nadou em locais totalmente diferentes e apenas na cidade australiana nadou em uma piscina olímpica. De qualquer forma, o guinéu-equatoriano estabeleceu o seu recorde pessoal e de seu país.

Conhecido no evento como “Eric the Eel” (Eric, a enguia), ele virou celebridade na competição e queridinho do público. Em sequência, ele foi convidado para treinar na Espanha e parou de nadar em piscinas de lazer em sua terra natal. Posteriormente nadou em Atenas 2004 e em outras competições de natação.

Não apenas os Jogos Olímpicos de Verão, mas nos Jogos Olímpicos de Inverno também temos exemplos desse patamar. O desempenho do time de bobsled da Jamaica e do britânico Eddie Edwards, conhecido com “Eddie the Eagle” (Eddie, a Águia), no salto de esqui, também foram destaque na competição de inverno de Calgary em 1988. Nenhum deles foi campeão, mas todos se superaram e conquistaram o público pelo espírito esportivo.

Nos Jogos Olímpicos de Paris, o arqueiro do Chade, Israel Madaye, não teve um grande desempenho e perdeu para Kim Woo-jin, da Coreia do Sul, que levou três medalhas de ouro no evento. Entretanto, o atleta ganhou o respeito dos coreanos, principal potência da modalidade, pelo seu espírito olímpico. Posteriormente, Madaye disse que apenas o país asiático valorizou a sua dedicação ao esporte, após a eliminação.

Medalhas na ginástica precisam impulsionar projetos em outras modalidades no Brasil

Vitórias representam a culminação de mais de quatro décadas de trabalho árduo

O brasileiro que espera medalhas olímpicas, mas segue tratando esporte como hobby

Público espera melhor desempenho da delegação, mas atleta não tem o preparo que merece

Insatisfação global com reeleição de Nicolás Maduro pode ser gatilho para novo conflito armado

Países do globo criticaram resultado das urnas. Maduro havia ameaçado guerra civil antes de ser reeleito

Liberté, Égalité, Fraternité…

Exaltando a força da Comunidade Europeia, a França abriu os Jogos Olímpicos de Paris. Os atletas das delegações que participam, desfilaram em barcos abertos pelo Rio Sena, com espetáculo “gratuito” ao estilo “pão e circo” para o povo

Jogos Olímpicos de Paris: Abram alas porque elas vão passar

Pela primeira vez, a delegação de atletas brasileiros é formada 55% por mulheres