Pouco mais de seis meses após o assassinato do vigilante Dhemis Augusto Santos em uma galeria comercial de Palmas, a Justiça recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público e abriu ação penal contra Waldecir José de Lima Júnior. Com a decisão, o investigado passa à condição de réu e deverá apresentar defesa no processo que tramita na 1ª Vara Criminal da capital.

Ao analisar os autos, o juiz Cledson José Dias Nunes entendeu que a denúncia apresenta descrição dos fatos, indicação de testemunhas e elementos mínimos de materialidade e autoria que justificam o prosseguimento da ação penal. Na decisão, o magistrado afirma não haver fundamentos para rejeição liminar da acusação e determina a citação do acusado para responder formalmente ao processo.

O caso ganhou repercussão em Palmas no fim de novembro de 2025. Segundo a investigação da Polícia Civil, Dhemis Augusto Santos foi morto a tiros após uma discussão relacionada ao estacionamento de um veículo em uma galeria comercial da capital. Imagens de câmeras de segurança registraram a discussão e auxiliaram na identificação do suspeito.

Após o crime, Waldecir deixou a cidade antes da chegada das equipes policiais e passou a ser considerado foragido. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça ainda nos primeiros dias da investigação. Ele foi localizado apenas em março deste ano, durante operação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), depois de quase quatro meses de buscas.

Na época da prisão, a Polícia Civil informou que o investigado havia retornado a Palmas e estava sendo monitorado. Durante coletiva de imprensa, o delegado responsável pelo caso afirmou que o suspeito foi encontrado escondido dentro de uma residência na região sul da capital.

A defesa sustenta que Waldecir não estava foragido e afirma que ele havia deixado Palmas após receber ameaças. Os advogados também alegam que o acusado pretendia se apresentar espontaneamente às autoridades. A versão foi contestada pela Polícia Civil, que manteve o entendimento de que ele permaneceu foragido durante o período em que esteve fora do alcance das autoridades.

Com o recebimento da denúncia, o processo entra agora na fase de instrução criminal, etapa em que serão colhidos depoimentos de testemunhas, produzidas provas e apresentados os argumentos da acusação e da defesa antes da decisão judicial sobre o caso.