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Certame visa recompor quadro funcional da Procuradoria-Geral do Estado
No Tocantins, o custo mensal de um preso chega a superar R$ 5.800,00, enquanto o policial penal, responsável por garantir a segurança e a dignidade dos internos, recebe um salário bem inferior que, bruto, não chega a R$ 5.300,00. Essa disparidade evidencia como as políticas públicas têm priorizado a dignidade de quem cometeu crimes, enquanto ignoram a dignidade de quem trabalha arduamente para garantir a segurança da sociedade.
É preciso questionar: a que custo estamos promovendo a ressocialização e os direitos dos presos? O policial penal, que trabalha em escalas exaustivas de 24 ou até 48 horas, enfrenta uma rotina desumana. Além de garantir a segurança, ele também garante a realização dos atendimentos médicos, jurídicos, banho de sol, deslocamentos para visitas e atividades escolares. Tudo isso sem o descanso necessário, sem condições adequadas de trabalho e sem o devido reconhecimento.
Enquanto o governo e o judiciário buscam uma imagem positiva na mídia com programas de ressocialização, quem paga o preço é o policial penal. Não se trata de negar os direitos dos presos, mas sim de exigir que esses direitos não sejam colocados acima da dignidade daqueles que estão na linha de frente, garantindo a ordem e a segurança.
A sociedade tocantinense precisa saber: os policiais penais são humilhados diariamente, submetidos a condições de trabalho insustentáveis, apenas para atender às exigências de uma gestão que não considera o impacto real dessas políticas. Não há como promover a ressocialização sem respeitar os trabalhadores que fazem isso acontecer. É hora de exigir mudanças. O governo e o judiciário não podem continuar sacrificando os direitos de quem trabalha em nome de uma mídia positiva. Se não há condições para cumprir as metas de forma adequada, que se reavalie a viabilidade desses programas.
A dignidade não pode ser um privilégio exclusivo. É um direito de todos, inclusive dos policiais penais que arriscam suas vidas pela segurança da sociedade. Que o Estado e o Judiciário olhem além da propaganda e enxerguem as pessoas que sustentam esse sistema com o próprio suor.
Evento acontece no dia 26, reunindo atletas de alto nível e jovens talentos da capital
Presidente da Câmara busca diálogo com Eduardo Siqueira e propõe inclusão de servidores no plano de saúde do município
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Bruno Otávio teria recebido informações privilegiadas sobre decisões antes de publicação oficial
O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), anunciou nesta quarta-feira, 22, que não haverá a realização do Carnaval nem do evento "Capital da Fé" em 2025. A decisão foi comunicada durante uma reunião do Conselho Municipal de Saúde (CMS) e está ligada a um cenário financeiro adverso enfrentado pela prefeitura, que deve encerrar o levantamento de uma dívida estimada em cerca de R$ 300 milhões até o final deste mês.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito citou a falta de recursos como um dos principais fatores para o cancelamento das festividades. Entre os exemplos apresentados, Siqueira Campos destacou o atraso de três meses no pagamento das empresas responsáveis pela coleta de lixo e pelo transporte público. "Não vamos fazer o Carnaval, tão pouco o Capital da Fé. Não temos condições de fazer nenhum dos dois. Ninguém vai protestar diante do quadro que temos", afirmou.
O prefeito também reiterou que, diante da situação fiscal, não seria viável priorizar gastos com eventos enquanto áreas essenciais da administração municipal estão com recursos comprometidos. "Não conseguiria ordenar minha despesa nesta direção sabendo o que está acontecendo em áreas primordiais, essenciais. […] Não é questão de posicionamento de esquerda, de direita, de qualquer coisa política. Quero dizer que pretendo deixar o que é público à frente da gestão dos homens", declarou.
Diálogo abordou questões sobre concurso público, plano de carreira e condições de trabalho dos servidores da segurança pública
