Por Elâine Jardim

Encontramos 1958 resultados
Política
No Tocantins, apenas nomes de homens figuram para o Senado em 2026

Podem concorrer para um dos cargos mais importantes do país Alexandre Guimarães, Vicentinho Júnior, Carlos Gaguim, Eduardo Gomes, Irajá Abreu e Ataídes Oliveira 

Gestão 
Prefeitos e prefeitas do Tocantins participam de encontro com presidente Lula em Brasília

Evento começou nesta terça-feira e seguirá até quinta com objetivo de fortalecer o pacto federativo

Progresso Social
Entre as dez capitais com melhor qualidade de vida do país, Eduardo Siqueira Campos diz que Palmas pode melhorar mais

Capital se destacou em saneamento básico, moradia e educação 

César Halum: “O REDD+ é um péssimo negócio para o Tocantins e vai manter o estado na pobreza”

Nesta entrevista exclusiva ao Jornal Opção Tocantins, César Halum falou sobre a criação da Academia Tocantinense do Agronegócio, a importância do setor produtivo para o estado e sua posição crítica em relação ao REDD+, programa de compensação de crédito de carbono. Ele alerta que o projeto pode trazer prejuízos ao desenvolvimento econômico do Tocantins, comprometendo o crescimento do agronegócio e limitando a autonomia dos produtores rurais. Halum argumenta que o estado não pode aceitar acordos que restrinjam seu potencial produtivo em troca de compensações financeiras consideradas irrisórias

Mobilidade
Frota do transporte coletivo está reduzida após ônibus terem sido retirados para manutenção, diz Prefeitura de Palmas 

Nova gestão afirmou que recebeu serviço em condições “precárias” 

Ação de Impugnação
Deputado Luciano Oliveira pode ter mandato cassado por suspeita de “caixa dois”

Justiça Eleitoral analisa ação de impugnação do mandato parlamentar

Direitos
Pedro Alexandre é empossado como defensor público-geral do Tocantins para o biênio 2025/2027

Servidor público é formado em Direito pela Universidade Federal de Goiás, especialista em Direito do Trabalho e mestre em Direitos Humanos pela UFT/Esmat

Transparência
Cartórios adotam novo sistema para bloqueio seletivo de imóveis no Tocantins

No Estado, mais de 4 mil imóveis são bloqueados por ano 

A imprensa não vilipendia o Judiciário do Tocantins, ele faz isso por conta própria

Durante a cerimônia de posse da nova mesa diretora do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO), realizada na segunda-feira, 3, a ex-presidente da Corte, desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe, ao entregar o cargo, criticou os trabalhos da imprensa na cobertura da Operação Máximus, da Polícia Federal (PF). A investigação apura um esquema de venda de sentenças no judiciário tocantinense.

A magistrada disse ser contra a forma “espetaculosa e midiática” com que os membros da Corte foram tratados. “Alguns membros, sem qualquer chance de defesa, fomos jogados à arena implacável e insaciável das mídias locais e nacionais, assim como as pessoas eram jogadas aos leões no Coliseu da Roma Antiga”, declarou.

No Coliseu de Roma, execuções públicas eram entretenimento e punição. Métodos incluíam condenação às feras, combates forçados, crucificação, decapitação e pessoas eram queimadas vivas. Eram usadas para punir criminosos e reforçar o poder imperial.

Mas, ao analisar a cobertura dos fatos, percebe-se que as informações divulgadas são aquelas contidas no inquérito da PF. Não há mentiras, não há invenções. São provas. São achados de uma polícia que tem, entre suas atribuições, investigar crimes. Há documentos, depoimentos e evidências que apontam para um esquema que movimentou cifras estratosféricas, supostamente manipulando decisões. Conversas vazaram.

A PF identificou 14 casos distintos de corrupção — 14! — envolvendo desembargadores e juízes, com indícios de vantagens indevidas como viagens internacionais, dinheiro e bens de luxo. Entre as irregularidades, destacam-se: revogação de prisão mediante pagamento, decisões favorecendo hospitais e empresas, manipulação de precatórios e anulação de ações de improbidade. A investigação aponta para um esquema organizado envolvendo advogados e autoridades estaduais. A desembargadora Etelvina foi isenta de apenas uma das investigações em que é citada. E não é a primeira vez que uma investigação do tipo ocorre, cabe lembrar.

O que mudou na vida do Judiciário tocantinense após isso? Desembargador e juiz afastados seguem recebendo o mesmo salário de antes. Magistrados investigados continuam a despachar e a receber suas quantias. Um cidadão comum, sob suspeita tão grave, já estaria preso. Talvez não condenado — porque a Justiça andar rápido já é demais —, mas certamente não desfrutaria do mesmo conforto dos magistrados investigados.

Comparar a exposição de um inquérito policial que revela situações gravíssimas a um espetáculo sanguinário da Roma Antiga é, no mínimo, estarrecedor. Parafraseando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, quem não quer ser criticado, fique em casa. Não se ofereça a vida pública. E por que a imprensa deveria se calar diante de tais investigações?