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Educação
Em Palmas, falta de professores na Escola Anísio Spínola leva Semed a enviar reforço emergencial

Pais denunciam dispensa de alunos por ausência de aulas; Secretaria afirma que novos docentes atuarão na unidade a partir de segunda-feira, 7

Investimento
Venda da concessão do aeroporto de Palmas deve começar nas próximas semanas

Processo de venda inclui 20 terminais no Brasil e no exterior e está avaliado entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões; mais de 12 operadoras e fundos demonstraram interesse nos ativos

Desdobramento 
Em novo despacho, DNIT admite ao MPF que última inspeção da ponte JK antes do desabamento foi superficial

Documento que o Jornal Opção Tocantins teve acesso revela que órgão não realizou testes técnicos antes de liberar estrutura que caiu dois meses após reforma

Crime
Em Guaraí, Polícia Civil investiga se homem suspeito de feminicídio matou e incinerou ex-companheira em cerâmica

Diligências apontam contradições no depoimento do principal suspeito e novas evidências surgem durante as investigações

Despesas viabilizadas
Governo do Tocantins executa R$ 1 bilhão de superávit de 2023 e fecha 2024 com déficit de R$ 80,6 milhões

Comissão de Finanças da Aleto analisa receitas, despesas e capacidade de investimento do Estado

Clima
Tocantins registra chuvas abaixo da média histórica em março, diz boletim 

O novo Boletim Climático aponta variações na precipitação de chuvas, além de queda nos focos de incêndio e oscilações nos níveis dos rios no Tocantins

FICCO/TO
Operação mira grupo criminoso que planejava rebelião e ataques a juízes e promotores no Tocantins

Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em unidades prisionais de Palmas, Araguaína e Cariri

Justiça
Ex-prefeito e ex-secretário de Tabocão são condenados por desvio de dinheiro público

Além da pena de prisão, eles devem ressarcir os valores retirados dos cofres públicos

Acidente
Colisão entre viatura do Tocantins e moto deixa duas pessoas mortas na BR-010

De acordo com a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), o veículo oficial pertencia à Unidade Penal de Augustinópolis, no Bico do Papagaio

Imbróglio
Acusação de calúnia feita por delegado contra agente da Polícia Civil do Tocantins que o acusou de assédio sexual é rejeitada pela Justiça

A Justiça do Tocantins rejeitou a queixa-crime apresentada pelo delegado Cassiano Ribeiro Oyama contra a agente da Polícia Civil, Giovanna Nazareno, após ela divulgar vídeos nas redes sociais acusando o colega de abuso sexual. A decisão foi publicada no fim de março deste ano e extingue a possibilidade de punição criminal contra Giovana por calúnia.

Segundo o delegado, os vídeos publicados no Instagram no dia 3 de dezembro de 2023 por Giovanna viralizaram e foram reproduzidos por diversos perfis e veículos de comunicação, causando sérios danos à sua imagem e segurança pessoal. Ele alegou que as acusações eram falsas e que não havia provas que sustentassem as declarações públicas da agente.

Cassiano anexou à queixa trechos de conversas por WhatsApp, vídeos e o inquérito policial, que, segundo ele, concluiu que houve prática de calúnia e denunciação caluniosa. Testemunhas ouvidas no processo teriam afirmado nunca ter presenciado comportamento inadequado por parte do delegado.

Apesar das alegações, o juiz responsável pelo caso rejeitou a queixa-crime por um motivo técnico: a procuração assinada por Cassiano — documento que autoriza o advogado a representá-lo — não continha a descrição do fato criminoso, como exige a lei para esse tipo de ação. Como o erro não foi corrigido dentro do prazo legal de seis meses, a Justiça considerou a ação extinta.

Com isso, a agente Giovanna não poderá mais ser processada criminalmente pelos fatos apontados na queixa apresentada pelo delegado.

A decisão foi assinada pelo juiz Cledson José Dias Nunes no dia 31 de março de 2025.

Ao Jornal Opção Tocantins, Giovanna disse que a denúncia apresentada por ela foi alvo de uma investigação preliminar que, no entanto, nunca chegou ao conhecimento do Ministério Público do Estado do Tocantins. O caso foi arquivado sem que houvesse a solicitação de um exame pericial, apesar da intenção dela de fornecer testemunhas e informações adicionais. No entanto, segundo Giovanna, ela não teve a oportunidade de apresentar esses elementos. Posteriormente, ela conta que essa mesma investigação foi utilizada como base para um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) com o objetivo de resultar em sua demissão.

Ela narra que o inquérito que chegou ao MP envolvia Cassiano Oyama como vítima. Ela disse que ele apresentou testemunhas, incluindo uma ex-amante que negou qualquer envolvimento e defendeu sua conduta. Além disso, ela conta que foi levado um ex-namorado da denunciante, de 2019, que nunca trabalhou com ela nem com o delegado, e que não tinha conhecimento sobre o ambiente da 2ª Delegacia de Polícia Civil.

"Porém o mesmo foi utilizado como testemunha pra apenas expor minha intimidade e denegrir minha imagem. Isso tudo corrobora pra uma prática que fazer em transformar a vítima em culpada. Fui julgada por minha forma de falar e me vestir, dentre tantos outros julgamentos machistas . E tudo foi feito pra que a culpa fosse minha", disse.

Procurado pela reportagem, o delegado não respondeu às mensagens.

Entenda o caso