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Recursos
Defesa Civil Nacional repassa R$ 3,4 milhões a municípios afetados por desastres naturais; um é do Tocantins

Repasse beneficia cidades de Tocantins, Maranhão e Rio Grande do Sul para ações de apoio às vítimas de calamidades

Mudanças
Prefeito de Araguaína realiza exoneração em massa e reestrutura secretarias para novo mandato

Wagner Rodrigues reforma a estrutura administrativa e redefine competências das secretarias e órgãos municipais

Fiscalização
Após encontrar irregularidades, Prefeitura de Palmas auditará Agência de Transporte Coletivo de Palmas

Também será feito inventário geral de bens patrimoniais do órgão

Certame
Prefeitura analisa contratar cadastros de reserva do concurso da saúde, após anúncio para educação

Levantamento da Semus busca atender demandas da saúde dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal

Governador Wanderlei Barbosa inclui deputado investigado no escândalo do lixo em delegação que debaterá meio ambiente na Suíça

Olyntho Neto é suspeito de participar de esquema de descarte irregular de resíduos hospitalares 

Educação
Eduardo Siqueira Campos anula eleições de diretores escolares e nomeia interinos em Palmas

Decisão aponta irregularidades no processo realizado pela gestão anterior e busca assegurar a continuidade administrativa nas escolas municipais 

Resolução sobre aborto em crianças e adolescentes não deveria ser questão ideológica, e sim de humanidade

É inadmissível que uma decisão sobre o corpo e o futuro dessas meninas seja capturada por disputas ideológicas

A quem interessa fragilizar a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins?

O governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) parece repetir a estratégia de seu antecessor, Mauro Carlesse (Agir), ao fragilizar a Secretaria da Segurança Pública (SSP). A pasta está sem comando efetivo há dias, em meio a rumores de conflitos internos e uma suposta intensificação de atividades de facções criminosas. A exoneração do delegado Wlademir Mota, último a ocupar a chefia da SSP, foi justificada sob a acusação de que ele não desempenhava o papel de "pacificador". Ele foi o único chefe de força de segurança a não voltar ao cargo e nenhum outro nome foi anunciado.

A decisão gerou polêmica. A gestão de Mota foi criticada após operações da Polícia Civil (PC) contra a Polícia Militar (PM) serem apontadas como excessivamente midiáticas. A questão levantada é: a divulgação das ações da Polícia Civil não segue a mesma lógica de transparência com que a PM trata suas próprias operações?

Circulam especulações de que o embate entre a SSP e a PM seria apenas uma cortina de fumaça. A verdadeira motivação para a troca no comando da Segurança Pública pode estar relacionada à condução da Operação Phoenix da Polícia Civil. Essa investigação de 2022 expôs o escândalo no desvio de recursos destinados à compra de cestas básicas para famílias carentes do Tocantins durante a pandemia.

Quando encaminhado à Polícia Federal (PF), o caso foi ampliado na Operação Fames-19, que implicou figuras próximas ao governador, incluindo sua esposa e filhos, e ele próprio, pela suspeita de recebimento de valores de empresários envolvidos no esquema. A saída do secretário, somada à reestruturação na pasta, levanta suspeitas de uma possível tentativa de comprometer a coleta de provas que poderiam implicar diretamente o governador.

Cabe lembrar que ações semelhantes marcaram a gestão de Carlesse, cujo aparelhamento da Segurança Pública o colocou como alvo de diversas investigações e culminou em sua prisão. Wanderlei Barbosa deveria considerar o histórico recente como um alerta: fragilizar a SSP é um caminho que compromete a credibilidade da gestão e pode acarretar consequências mais graves para sua permanência no cargo.

Repasses
Atrasos nos pagamentos do Estado ao Plano Servir podem levar à suspensão de atendimentos no Tocantins

O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Tocantins (Sindesto) e o Sindicato dos Médicos do Estado do Tocantins (Simed) agendaram uma reunião para a próxima terça-feira, 14, com o intuito de tratar dos atrasos nos repasses do Plano Servir. Segundo as entidades, a continuidade do problema pode resultar na suspensão dos atendimentos eletivos, colocando em risco o funcionamento de hospitais e clínicas credenciadas.

O contrato do Plano Servir estabelece que o pagamento pelos serviços prestados deve ser feito no prazo máximo de 60 dias. Contudo, alguns prestadores ainda não receberam os valores relativos à referência 8, que trata dos atendimentos realizados entre junho e julho de 2024, com previsão de quitação em outubro do mesmo ano. Isso implica que, até 10 de janeiro de 2025, esses débitos terão alcançado 120 dias de atraso, além dos 60 dias previstos no contrato.

“Estamos em uma situação insustentável. Se o governo não agir rapidamente para quitar as dívidas, não haverá outra alternativa senão interromper os atendimentos eletivos, mantendo apenas os serviços de urgência e emergência. Isso prejudicará não só os prestadores, mas principalmente a população”, destaca Thiago Antônio de Sousa, presidente do Sindesto.Apesar dos desafios, o Sindesto tem mantido diálogo com representantes do governo estadual, incluindo secretários da Administração, da Fazenda e da Saúde, em busca de soluções. No entanto, a entidade reforça a necessidade urgente do pagamento dos valores relativos às referências 8, 9 e 10, além do cumprimento dos prazos contratuais, para evitar um colapso no sistema de saúde do Tocantins.

O Jornal Opção Tocantins solicitou um posicionamento da Secretaria da Administração do Estado (Secad), até o momento da publicação não houve retorno. O espaço continua aberto.