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Operação Gotham City
Facção criminosa usava aplicativos de geolocalização para fugir da polícia e cometer homicídios, diz delegado

Em entrevista coletiva na Delegacia-geral de Polícia Civil em Palmas, o secretário da Segurança Pública do Tocantins, Wlademir Mota Oliveira, o delegado-geral Claudemir Luiz Ferreira e o delegado adjunto da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP - Palmas) Eduardo Menezes, forneceram detalhes sobre a 4ª fase da Operação Gotham City. Na manhã desta terça-feira, 3, foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva no Jardim Aureny IV e na Unidade Penal de Palmas. Os alvos eram 13 indivíduos supostamente ligados a uma organização criminosa de origem carioca, investigados por envolvimento em homicídios ocorridos em Palmas no primeiro semestre de 2023. 

Os 13 alvos desta fase da operação são suspeitos de envolvimento na morte de Ayrton Evangelista de Araújo, motoboy assassinado em 8 de maio após uma emboscada em seu local de trabalho, uma pizzaria no plano diretor sul de Palmas. “Durante a investigação descobrimos que o monitoramento dos passos da vítima começou ainda na pizzaria. Quatro ‘soldados’ da facção rival a de Ayrton chegaram ao estabelecimento e, passando-se por clientes, chegaram a comprar uma pizza para confirmar a presença do motoboy no local. Depois do fim do expediente, Ayrton é seguido pelos marginais a caminho de casa e se torna alvo de uma tocaia”, afirmou o delegado Eduardo Menezes.

Entre os suspeitos, J.V.M.A. e L.G.J.L. teriam verificado se o motoboy estava trabalhando, enquanto M.S.S. e R.W.C.S., em uma motocicleta, seguiram a vítima após o expediente, sendo M.S.S. o responsável pelos disparos que levaram Ayrton a óbito. M.S.S. foi morto em 15 de setembro do ano passado em Gurupi por membros de uma facção rival, após escapar do Centro de Internação Provisória da Região Sul (CEIP/SUL), onde cumpria medida socioeducativa.

Outros dez suspeitos foram identificados como envolvidos no crime, entre eles G.G.J.B., D.R.S., P.H.M.G., J.L.C., J.R.S.N., A.S.S., T.R.S., H.H.S.N., W.O.C. (conhecido como Luxúria) e L.F.M.G. (conhecido como Beira Lago). Os dois últimos são apontados como líderes da facção e responsáveis por ordenar o crime e fornecer armas para a execução. Os demais teriam identificado Ayrton como o responsável pelo homicídio de Leonardo Gomes Zapani, membro da facção carioca, ocorrido também em 8 de maio no Jardim Aureny I, levando à decisão de matar Ayrton.

“Eles se mobilizaram para identificar quem foi o autor e aí eles identificaram que um dos suspeitos era o Ayrton. Começaram, então, a se comportar como se fossem investigadores, recorrendo a câmeras de segurança, pegando informações com pessoas. Até a análise do local do crime eles foram fazer. Diante do que colheram, decretaram a morte do Ayrton, consumando o crime na noite do mesmo dia”, explicou o delegado Eduardo.

Participação de líderes faccionados e outros crimes

As investigações revelaram que mais de 90 homicídios ocorreram em Palmas no primeiro semestre de 2023, a maioria decorrente da disputa entre duas facções de renome nacional. A onda de crimes teria sido desencadeada após Dad Charada, ex-membro de uma facção goiana, se aliar a uma organização carioca, o que gerou uma série de assassinatos. Luxúria, um dos líderes da facção carioca, teria apoiado a mudança de aliança de Dad Charada e financiado a violência com recursos provenientes do tráfico de drogas, de acordo com o delegado.

“Luxúria é a grande liderança responsável por financiar a guerra com o dinheiro oriundo da venda de drogas que ele gerenciava no Mato Grosso e aqui no Tocantins. Ele alimentava os soldados com muitas armas e munições”, ressaltou o delegado. Luxúria está atualmente preso na Unidade Penal de Palmas.

A investigação também identificou dois grupos de mensagens utilizados pela facção para coordenar homicídios, celebrar os crimes e desrespeitar as vítimas. “Estamos há oito meses analisando, ininterruptamente, dois grupos de whatsapp criados pela facção carioca, no qual planejavam os homicídios. Essa análise nos permitiu ver como eles agiam nesses crimes. Os “soldados” eram orientados a baixar aplicativos de geolocalização porque alguns aplicativos mostram onde viaturas estão posicionadas. Eles estavam focados em cometer o maior número de homicídios possível. Com total desrespeito à vida humana, eles faziam questão de postar vídeos nas redes sociais em perfis fakes criados por eles”, disse o delegado.

“O empenho dos policiais civis que atuam tanto na DHPP quanto na inteligência nos possibilitou dar uma resposta à sociedade. As lideranças foram presas, os números foram caindo ao ponto de não registrarmos nenhum homicídio em Palmas no mês de janeiro. Nossa Capital vive um momento bem diferente. Esse ano foram 25 homicídios, apenas seis ligados à disputa de poder de facção. Ano passado, só em maio foram 25 homicídios. Isso mostra que a população pode confiar no trabalho da Polícia Civil, que está preparada para investigar os casos e levar os culpados à Justiça”, afirmou o secretário Wlademir Mota Oliveira.

Outras vítimas de homicídios

Além de Ayrton, foram mencionadas outras 20 vítimas de homicídios durante a coletiva, cujos autores estão sendo identificados ao longo das investigações. As vítimas são: Pedro Duarte e Silva, Kauã Vinícius Lobo Rodrigues, Marcos Douglas Gomes Freitas, Marcos Vitor Elias Ribeiro, Wender Carvalho Borges, Victor Gabriel Alves Saraiva dos Santos, Clevis Passos Nunes, Artur Uchôa de Matos, Wewerton Rodrigues Lima, Geferson Rodrigues Lima, Aladione Araújo, Jardel Rodrigues Pereira, Ikaro Felipe Santos de Sousa, Ricardo Barra Guimarães, Wesley Dias Carvalho, Evaldo Rodrigues de Freitas Neto, Diuliam Marinho Fernandes, Ronildo Alves Dias, Carlos André Costa Martins e Leandro Ribeiro Nogueira.

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De acordo com a Polícia Civil, o jovem foi encontrado com uma mochila que continha quase um quilo de substâncias análogas à cocaína e crack. Os policiais chegaram ao local após uma denúncia anônima, que indicava a presença do suspeito realizando a venda de entorpecentes na área.

Os agentes monitoraram o movimento do adolescente, que foi visto entrando e saindo do estabelecimento várias vezes, sempre com uma mochila. Após a abordagem, o jovem foi conduzido à 2ª Central de Atendimento da Polícia Civil, onde foi registrado um boletim de ocorrência circunstanciado por ato infracional equivalente ao tráfico de drogas.

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Em resposta ao andamento da Operação Máximus, deflagrada pela Polícia Federal sob a coordenação do ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Poder Judiciário do Tocantins afirma que adotou uma série de medidas administrativas para garantir a transparência e a integridade do processo investigativo. Nesta sexta-feira, 30, TJTO solicitou à Corregedoria Nacional de Justiça para que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realize uma inspeção extraordinária no Judiciário tocantinense.

A operação policial, realizada em 23 de agosto de 2024, incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão em vários endereços, envolvendo, entre outros, magistrados do Poder Judiciário do Estado do Tocantins. A inspeção tem como objetivo investigar a materialidade e a autoria de possíveis infrações penais associadas a esses fatos. 

As desembargadoras Etelvina Maria Sampaio Felipe, presidente do Tribunal de Justiça, e Ângela Maria Ribeiro Prudente, Vvice-Presidente, solicitaram a inspeção para assegurar a integridade do processo e mitigar qualquer impacto potencial na imagem e na credibilidade do Judiciário estadual. Conforme o TJ, a inspeção solicitada busca uma apuração abrangente e irrestrita dos acontecimentos descritos na cautelar inominada criminal n. 113/DF, bem como dos inquéritos policiais n. 1.600/DF e 1.668/DF, todos em tramitação no STJ sob a relatoria do ministro João Otávio de Noronha.

Confira o pedido na íntegra. 

Ofício nº 7806 / 2024 - PRESIDÊNCIA/ASPRE
Palmas, 29 de agosto de 2024.

A Sua Excelência o Senhor
CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA
Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
Brasília/DF

Assunto: Solicitação de inspeção extraordinária no TJTO

Excelentíssimo Senhor Corregedor Nacional de Justiça,

Na última sexta-feira (23/08), a Polícia Federal deflagrou, nesta unidade federativa, uma operação policial e cumpriu mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no bojo da cautelar inominada criminal (CauInomCrim) n. 113/DF.

Na oportunidade, foram realizadas buscas em endereços diversos de, dentre outras pessoas, magistrados (desembargadores e juízes) do Poder Judiciário do Estado do Tocantins (destas signatárias, inclusive).

A medida retromencionada foi realizada com o propósito de se colher elementos de informação para a instrução de procedimentos investigatórios nos quais é apurada a materialidade e respectiva autoria de infrações penais diversas.

Estas subscritoras são plenamente cientes e serenas quanto às suas respectivas idoneidade, integridade e inocência dos fatos que lhes são (genérica, lacônica e injustamente) atribuídos.

O fato é que, considerando a ampla veiculação na mídia nacional quanto aos desdobramentos da operação policial multicitada, e diante da necessidade de se afastar qualquer risco de dano à imagem e credibilidade do Poder Judiciário do Estado do Tocantins, estas signatárias solicitam a essa douta Corregedoria Nacional de Justiça que realize, com a maior brevidade possível, inspeção extraordinária neste TJTO, com ampla e irrestrita apuração, nos âmbitos administrativo e judicial, dos fatos descritos na cautelar inominada criminal (CauInomCrim) n. 113/DF, bem como nos inquéritos policiais (Inq) n. 1.600/DF e 1.668/DF, todos eles em tramitação no STJ, sob a relatoria do Ministro João Otávio de Noronha.

Respeitosamente,

Desembargadora ETELVINA MARIA SAMPAIO FELIPE
Presidente do Tribunal de Justiça

Desembargadora ÂNGELA MARIA RIBEIRO PRUDENTE
Vice-Presidente do Tribunal de Justiça

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