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Raio-X 2024: As perspectivas e possibilidades políticas de Miranorte e Miracema

Seguimos nesta semana com as análises dos cenários eleitorais das cidades mais relevantes do Tocantins. Debruçamos agora sobre dois atuais grandes celeiros agrícolas, mas que se destacaram, inicialmente, pelo cultivo do abacaxi: Miranorte e Miracema. Caso se interesse em ler as análises sobre os outros municípios, clique aqui.

Palácio Araguaia dividido: Wanderlei e Laurez tem candidatos diferentes na cidade

No município de Miranorte, a disputa pela Prefeitura promete ser acirrada. Além do atual prefeito, Carlinhos (UB), não poder mais ser reeleito, há uma série de pré-candidaturas lançadas, dos mais diversos grupos políticos. A base do Palácio Araguaia está dividida: o governador Wanderlei Barbosa (REPU) está fechado com seu filiado, o vereador Adriano Santigo (REPU), enquanto o vice-governador, Laurez Moreira (PDT), bancou a candidatura do ex-deputado estadual e ex-prefeito da cidade, Stalin Bucar (PDT).

Santiago conta ainda com o apoio do deputado estadual Leo Barbosa (REPU) e do deputado federal Carlos Gaguim (UB). O apoio do atual ocupante da cadeira quase sempre é importante em qualquer eleição. Contudo, o gestor da cidade se filiou recentemente ao União Brasil, a convite da senadora Professora Dorinha (UB). Neste caso, há um certo receio do prefeito em declarar apoio a Santiago, visto que ainda há possibilidade da pré-candidatura da atual vice-prefeita, Jô Ribeiro (UB), se viabilizar. Neste caso, ele não poderia ser contrário à sua companheira de partido.

Já Stalin, em razão de sua recente filiação ao PDT, certamente terá o apoio do deputado estadual Gutierres Torquato (PDT), o parlamentar mais próximo de Moreira, o líder da sigla. A família Bucar vem de três derrotas consecutivas em eleições anteriores (2012 – 2016 -2020). Não é difícil contextualizar que retomar o poder é questão de honra para o velho e conhecido político da região. É preciso registrar que ele ainda goza de um certo prestígio na cidade. Além disso, a provável pulverização de candidaturas pode lhe favorecer, por ser uma figura política mais conhecida, como também, mais experiente no trato da coisa pública.

Candidato liberal ainda sonha com apoio do atual gestor

Mas não apenas Santiago e Jô disputam as atenções do prefeito. Os bastidores indicam que também há um “namoro político” do gestor municipal com o candidato liberal Leandro Barbosa (PL), apoiado pelo deputado federal Eli Borges (PL). Barbosa não tem rejeição e vem de família tradicional da cidade. Seu falecido pai já foi prefeito do município. Entretanto, um ponto desfavorável é a falta de experiência na gestão de máquinas públicas.

Ex-prefeito Abrão Costa tenta emplacar seu retorno ao Paço Municipal

Correndo por fora, mas não menos importante, vem o ex-deputado estadual e ex-prefeito Abrão Costa (MDB). Apoiado pela cúpula do seu partido e pela deputada estadual Vanda Monteiro (UB), lidera um grupo político consolidado na cidade – que elegeu, inclusive, o atual prefeito em 2016 em 2020, quando ainda era filiado ao MDB. O problema de Costa, no entanto, é sua declarada rejeição junto a população. Sua gestão – entre 2009 e 2012 – foi marcada por infindáveis problemas e a maior prova disso foi não ter conseguido se reeleger no pleito eleitoral de 2012.

Por fim, é provável que a Federação (PT-PV-PCdB) também lance candidatura própria ao cargo majoritário visando marcar território, mas com chances reduzidas. Neste caso, o nome do pré-candidato seria Fernando Mota (PV), apoiado pelo deputado estadual Ivory de Lira (PCdB). O real objetivo seria o fortalecimento da chapa de vereadores mais alinhados à esquerda que, no momento, estão sem espaço nas outras coligações.

Esse é mais um município que, provavelmente, os grandes líderes partidários, entre os quais, o governador e o vice-governador, evitarão subir no palanque, pois seus aliados estarão em conflito durante a campanha eleitoral.

Cenário em Miracema é totalmente diferente: atual prefeita disputará a reeleição

Já em Miracema, a atual gestora eleita pelo MDB em 2020, Camila Fernandes (REPU), ainda pode ser reeleita. Sua recente filiação ao partido do governador melhorou seu “score” político que, diga-se de passagem, andava em viés de baixa. Muito criticada por alguns vereadores da cidade e por considerável parcela da população, a prefeita foi questionada junto ao Ministério Público, por exemplo, por ter adquirido, mas não instalado, equipamentos de saúde que ainda estão encaixotados, deixando a população desassistida dos serviços. Não navega, portanto, em céu de brigadeiro, mas tem lá o seu eleitorado cativo, além de contar com importante suporte de dois senadores: Professora Dorinha e Eduardo Gomes (PL).

A promessa de novo fôlego está atrelada a filiação de Camila ao Republicanos. Essa articulação, diga-se de passagem, está na cota do deputado estadual Nilton Franco (REPU). Este fato causou, inclusive, um certo desconforto, tanto no próprio partido, que resultou na saída de alguns filiados com sua chegada, como também, para o deputado Ivory de Lira. Aliado de primeira hora do governador Wanderlei Barbosa, mas opositor da prefeita, Lira pretendia ter o gestor estadual no palanque do seu pré-candidato, Saulo Milhomem (PDT).

Falando nisso, esse é o maior adversário da prefeita no momento, assim como ocorreu na disputa de 2020, quando perdeu a eleição por aproximadamente 1.600 votos. Trata-se de nome forte quando se fala da representatividade da oposição na cidade. Na condição de vice-prefeito, exerceu o cargo a partir de setembro de 2018, após a morte do titular, Moisés da Sercon, esposo de Camila à época. Os levantamentos prévios e enquetes mostram que Saulo ainda tem domínio sobre boa parte do eleitorado, não tendo caído no esquecimento nestes quatros anos. Milhomem contará com o apoio do próprio Ivory e da Federação (PT-PV-PCdB), como também do vice-governador Laurez Moreira, presidente do partido ao qual se filiou recentemente, do deputado estadual Gutierres Torquato e do deputado federal Ricardo Ayres, um Republicano que não apoiará Camila.

Aliás, a título de contextualização, Ayres também não pretende apoiar o candidato do seu partido em Porto Nacional, o deputado federal Antônio Andrade, e já manifestou solidariedade ao atual prefeito, Ronivon Maciel. O gestor municipal acaba de migrar do PSD, presidido regionalmente pelo senador Irajá, para se filiar ao UB da senadora Professora Dorinha. Pode até parecer um “balaio de gatos”, mas as eleições municipais são muito pitorescas, com características muito peculiares. A ideologia partidária tem pouca influência neste contexto, ao contrário das últimas eleições presidenciais, por exemplo, polarizada entre a esquerda e a direita.

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Paralelamente, outros postulantes “correm por fora”

Como não poderia deixar de ser, algumas outras peças se movimentam nesse emaranhado político. O ex-deputado estadual e ex-prefeito, Junior Evangelista –atualmente inelegível – conta com o apoio do deputado estadual Luciano Oliveira (PSD) para lançar sua esposa, Andreia Bucar ao cargo de prefeita em outubro. É sabido que essa transferência de votos não se opera de modo assim tão fácil. Também falta a Evangelista, neste momento, um grupo político sólido no município. Portanto, a não ser que haja problemas estruturais nas outras duas candidaturas mencionadas, a chance de Andreia decolar é mínima.

Ainda muito incipiente e quase improvável, aparece a pré-candidatura do atual vice-prefeito, Aprijo Ribeiro (SD). Comerciante e agropecuarista com raízes sólidas na cidade, rompeu com a prefeita em 2022, após não obter espaços na gestão. Tem o apoio do deputado estadual Vilmar Oliveira (SD), mas os levantamentos prévios indicam um percentual de popularidade muito abaixo da crítica, não ultrapassando a casa dos 3%. Caso não haja um fenômeno eleitoral ou algo extraordinário, a opinião popular na cidade é que dificilmente essa candidatura será registrada.

Final da janela partidária traz à tona “quem é quem” em 2024

Finalizando a janela partidária eleitoral, as movimentações estão muito mais do que intensas. Nos bastidores, as mais variadas articulações e, até mesmo, “fogo amigo” de dirigentes de partidos coligados, acabam por cooptar pré-candidatos de siglas consideradas “aliadas”.

A movimentação do PDT, capitaneado pelo vice-governador Laurez Moreira, vem recebendo fichas e mais fichas de filiação. Certamente será o partido que mais crescerá percentualmente no Estado, após o fechamento da janela. Já o Republicanos, cujo dirigente estadual é o governador Wanderlei Barbosa, também está inflado, após a chegada de novos filiados. O mesmo ocorre com o União Brasil (UB), presidido pela senadora Prof. Dorinha, auxiliada pelo deputado federal Carlos Gaguim, como também com o PL, atualmente nas mãos do senador Eduardo Gomes. O deputado federal, Vicentinho JR, é o líder do PP (Progressistas) e também conseguiu grandes avanços nesta tarefa de arregimentar novos líderes e filiá-los.

Pré-candidata liberal deverá ter maior números de partidos na base

Nos quadros do PL desde 2020, a deputada estadual Janad Valcari é um nome de peso na disputa pela Prefeitura de Palmas. Em que pese haver burburinhos que os adversários estão prontos para impugnar a candidatura assim que ela for registrada – em razão de investigações em trâmite no TCE – a parlamentar liberal lidera as pesquisas pré-eleitorais até então divulgadas. Também é fato que candidata já fez sobrepor a força do seu poder econômico. Por esse e ainda por vários outros motivos, é certo que farão parte do seu palanque, o PL naturalmente, o UB, o PP e o MDB. Frisa-se que a negociação com o Solidariedade (SD) ainda não está sacramentada.

Por outro lado, o PDT e o REPU merecem articulações à parte e poderão – ou não(!) – compor a chapa da candidata da extrema direita.

Sobraram alguns nanicos para comporem com as chapas dos outros candidatos, nestas circunstâncias. Carlos Amastha (PSB) dificilmente se coligará com outra sigla, assim como Ataídes Oliveira (NOVO). Já Eduardo Siqueira Campos (Podemos) tem tentado angariar apoios, mas também ainda não divulgou nada de concreto. Seu partido ainda está preocupado demais em tirar – definitivamente – o pré-candidato Prof. Junior Geo (sem partido) do páreo. O presidente Tiago Dimas já avisou que vai recorrer ao TSE da decisão regional que liberou Geo para se filiar em outra sigla.

A quem interessa desidratar a candidatura do Prof. Junior Geo?

Mas porque será que o candidato Prof. Junior Geo incomoda tanto o Podemos? Trata-se de uma “birra” pessoal ou é melhor impedir a candidatura dele de forma tal que seus votos sejam divididos entre todos os concorrentes? Sim, porque o Podemos não tem, certamente, a ilusão que os eleitores de Geo são os mesmos de Eduardo, culminando com essa natural transferência. Aliás, os perfis dos eleitores de ambos são completamente antagônicos.

Efeito Junior Geo na disputa, em igualdade de condições, muda o cenário

Entre os partidos com capilaridade e representatividade, um deles ainda não definiu candidato ou quem apoia: o PSDB, presidido pela prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro. Não sobraram muitas alternativas para quem não quer e não pode ficar fora do processo eleitoral. Apoiar Amastha seria um contrassenso. Rasgaria o discurso de 2020, como também, desagradaria seus maiores aliados: os servidores públicos municipais. Já as relações com Ataídes Oliveira são péssimas. A discórdia sobre o comando do PSDB chegou até os tribunais e ambos “não se bicam”. No que concerne a Eduardo Siqueira, também não há possibilidade de eventuais aproximações. Ao contrário: o pré-candidato critica a gestão todas as vezes que tem oportunidade. Por fim, sendo Janad sua declarada arquirrival na política, as chances de composição também são inexistentes. Sobrou quem, por exclusão? O deputado estadual, Prof. Junior Geo, logicamente! A ativa participação dele na reunião que recebeu o presidente nacional da sigla, Marconi Perillo, há poucos dias em Palmas, dá pistas. Ele deve se filiar até sábado, 06, ao partido da prefeita ou outro da base de sustentação dela e disputar a eleição com o apoio desse grupo.

O efeito Junior Geo, entrando definitivamente na disputa e fortalecido pelas bases de um partido robusto que, inclusive, administra a capital atualmente, o colocará no páreo. E mais: com grandes chances de ganhar, ainda mais, musculatura política. Em suma, a verdade é a prefeita não tem outra alternativa para a disputa, o que também ocorre com o próprio Geo, uma vez que acabaram-se as siglas disponíveis para entrar nessa guerra, sutilmente apelidada de eleição.

Exclusivo: Ataídes Oliveira filia-se no partido Novo para se candidatar à Prefeitura de Palmas

Com isso, a disputa ocorrerá entre ele e o Professor Junior Geo (sem partido), Janad Valcari (PL), Carlos Amastha (PSB) e Eduardo Siqueira Campos (Podemos).

Exclusivo: Republicanos comemora filiação do vereador de Palmas, Marilon Barbosa

Informações obtidas com exclusividade pelo Jornal Opção Tocantins dão conta que a adesão do parlamentar ocorreu nesta quarta

Amor e ódio: Amastha volta a criticar gestão de Cinthia após “suposta” reconciliação entre os gestores; veja vídeo

Pré-candidato questionou o término das creches de tempo integral, que passaram a ser de meio período. Na visão dele, medida de Cinthia visava aumentar vagas

Wanderlei Barbosa declara apoio a Eduardo Fortes em Gurupi

Um post na rede social do Deputado estadual Eduardo Fortes (PSD) na noite de terça-feira, 26, chamou a atenção. Ele comunicou aos seus seguidores e potenciais eleitores que acabava de receber a chancela e apoio do governador Wanderlei Barbosa (REPU) para se candidatar a Prefeitura de Gurupi no próximo pleito. O texto, acompanhado de foto na rede, foi assim descrito:

Em visita ao Palácio Araguaia, recebi oficialmente o apoio do governador @wanderlei__barbosa para a minha pré-candidatura a prefeitura de Gurupi, um gesto que reforça o nosso compromisso em trabalhar pelo bem da população

Subir no palanque e fazer discursos serão outros quinhentos

O apoio do vice-governador, Laurez Moreira (PDT) ele já havia garantido, mesmo porque é provável que filho do pedetista – Juarez Moreira – seja candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Fortes. Contudo, havia dúvidas se as forças do Palácio Araguaia entrariam de cabeça na disputa contra o poder da máquina administrativa de Josi Nunes (UB), uma vez que Fortes está filiado ao PSD, partido presidido pelo senador Irajá Abreu, arquirrival do governador tocantinense. É forçoso lembrar que o parlamentar não pode sair do partido, neste momento, pois não possui motivos para desfiliação e, segundo a lei, o mandato é do partido e não do deputado.

(Foto: Reprodução/Facebook/Irajá)

Pois bem, controvérsia sanada acerca do apoio a candidatura, uma outra questão se desdobra. Conforme previu o próprio Wanderlei na reunião do Republicanos na sexta, 22 – é provável que ele não suba no palanque de Fortes durante a campanha eleitoral. A uma, porque corre o risco de dividir o palco com Irajá; A duas, porque a prefeita adversária é aliada da senadora Professora Dorinha (UB). Naquele evento, ele declarou que onde houvesse choque de interesses de seus aliados (Dorinha, no caso!), provavelmente não haveria “subida em palanques eleitorais”, afim de evitar constrangimentos.

O apoio é importante, sem dúvidas. Esgota-se todas as chances do Palácio Araguaia ficar dividido na eleição municipal de Gurupi (Laurez com Fortes e Wanderlei com Josi). Porém, como já explicado, o respaldo do governador vem de forma fragmentada. Menos mal. Já foi um avanço.

Cenários e Opiniões
Governador demonstra força em evento partidário, mas ainda não define apoio em Palmas

Wanderlei Barbosa mantém suspense sobre apoio a pré-candidata Janad Valcari em Palmas

Futuro Promissor: Divulgação dos índices econômicos de 2023 coloca Brasil no Top 10

Ainda no final de 2023, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante palestra em evento do banco BTG Pactual, disse que dados preliminares sobre o desempenho da economia demostravam que o crescimento poderia surpreender positivamente em 2024. Ele destacou, à época, que os indicadores mostravam que o setor de serviços deveria continuar puxando a atividade econômica no país.

O gestor do BC acertou em suas previsões. Divulgados os resultados referentes a 2023, o crescimento de 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) colocou o Brasil de volta na lista das 10 maiores economias do mundo. Agora, o país ocupa a 9ª colocação, com PIB de US$ 2,17 trilhões. Essa alavancagem deixou o país à frente do Canadá, Rússia, Coreia do Sul e Austrália.

Os dados nacionais colocam o Tocantins no topo

Já a divulgação do crescimento por Estados, surpreende. O caçula da federação, o Tocantins, cresceu três vezes mais que a média nacional, juntamente com o Estado de Mato Grosso, o líder do ranking com 10,3%. Os números e gráficos mostram que o Tocantins avançou 10,1%, superando os números de Entes federados, cujas economias já estão consolidadas. Naturalmente, dentre os Estados da região norte, foi de longe, o que mais cresceu. Rondônia, que ocupa a segunda colocação, apresentou crescimento de 5,1%, enquanto o pior foi o Amapá, com 2%.

O governador Wanderlei Barbosa (REPU), através da rede social X, comemorou a divulgação dos percentuais: “Que notícia maravilhosa! Com um crescimento econômico de 10,1%, nosso Tocantins está no caminho certo, graças às ações do nosso Governo. Orgulho de fazer parte desse progresso!”.
Os números são mesmo surpreendentes e a comemoração é justa. O crescimento está atrelado a produção agrícola e pecuária, além de serviços, mas também, à atuação governamental.

Governador Wanderlei Barbosa | Foto: Governo do Tocantins

A Secretaria da Fazenda do Tocantins noticiou na quinta, 21, que nos dois primeiros meses de 2024, o Estado do Tocantins registrou um avanço de 29,28% em sua receita tributária, em comparação com o mesmo período de 2023. Esta informação foi divulgada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e o estudo foi elaborado para acompanhar o desempenho das arrecadações nos estados do País. Nestas circunstâncias, resta claro que o ritmo de crescimento está sendo mantido.

Ainda há muito para ser feito no Tocantins, não há dúvidas. Muitas estradas, pontes, entre outros avanços, precisam ser construídos ou finalizados. O Estado se localiza no centro geodésico do Brasil e a exploração desta logística podem render bons frutos. A produção agrícola do Mato Grosso, por exemplo, ao invés de ser transportada para o Porto de Santos (SP), poderia ser escoada pela Ferrovia Norte-sul para o Porto de Itaqui (MA), através do pátio multimodal de Gurupi, caso houvesse uma travessia sobre o rio Araguaia na região de Formoso, uma extensão da BR-242. Seria, sem dúvidas, um incremento na arrecadação de impostos, como também, geração de inúmeros empregos e renda. Esse é apenas um exemplo. O Tocantins tem outras potencialidades inexploradas.

Enfim, a notícia do crescimento em 2023 merece comemoração. É fato que muito já foi feito desde 1988, quando o Estado foi criado pela promulgação da Constituição Federal. Todavia, o potencial turístico e mineral desta região é tão imensurável que é plenamente possível crer que o percentual, ora divulgado, pode ser triplicado. O governo estadual já mostrou determinismo neste aspecto. Mas falta agregar outras forças, como a vontade política das bancadas estadual e federal, como também, convencer a iniciativa privada que os investimentos são viáveis.

População cresce e Câmaras Municipais terão aumento de vagas em 2024

Após a divulgação dos números de habitantes de estados e cidades – por parte do IBGE em 2022 – várias Câmaras Municipais do país, entre quais algumas localizadas no Tocantins, se readequaram em conformidade com o artigo 29 da Constituição Federal de 1988. O aumento do número de vagas reflete em maiores chances de eleição, tanto para detentores de mandato, quanto para novatos, uma vez que diminui o coeficiente eleitoral a ser atingido.

Os municípios de Palmas, Araguaína, Gurupi e Paraíso, por exemplo, terão aumento no número de vereadores. A capital sai de 19 para 23, Araguaína de 17 para 19, Gurupi de 15 para 17 e, Paraíso, de 13 para 15 parlamentares. Já a cidade de Porto Nacional já havia aumentado esse quantitativo anteriormente e conta com 15 vereadores em exercício.

A capital, inclusive, já poderia ter alterado o número de parlamentares há mais tempo, uma vez que contava com população entre 160 mil e 300 mil pessoas, podendo contar com 21 vereadores. Contudo, a discussão no âmbito da Câmara se arrastou e o projeto não evoluiu. Ao ultrapassar a população de 300 mil pessoas, ficou constatado que a representatividade restava prejudicada. Nestas circunstâncias, a partir de 2025, Palmas contará com 23 representantes legislativos.

Ex-vereadores tentarão retornar ao parlamento em Palmas

Logicamente, a corrida e a luta por espaços políticos já tiveram início, mas se aprofundou com abertura da janela de transferências – entre 07/03 e 07/04 – prevista pela lei eleitoral. Na capital do Tocantins, a previsão é que ocorra renovação de 50% dos atuais parlamentares. Aqueles de mandato que, naturalmente, tentarão renová-los, como também, velhos conhecidos do público tentarão seus retornos à Casa de Leis, como Lúcio Campelo, Filipe Fernandes e Etinho Nordeste. A definição do presidente estadual do Republicanos, o governador Wanderlei Barbosa, acerca do seu apoio – ou não(!) – influenciará o destinos de vários pré-candidatos.

A lista da sigla é extensa e conta, tanto com nomes conhecidos, como o irmão do gestor estadual, o vereador Marilon Barbosa e o próprio Etinho, ex-vereador já mencionado, como também, com outros ilustres desconhecidos em início de carreira, mas com base de sustentação nos bairros da cidade.

Câmara de Palmas | Foto: Chico Sisto

Nomes de peso na disputa chamam a atenção do eleitorado

Assim como ocorreu com o atual secretário estadual de Agricultura, Jaime Café, que foi prefeito de Lagoa da Confusão e transferiu seu domicílio eleitoral para Palmas – onde atualmente é suplente de vereador – o ex-deputado estadual e atualmente Secretário Estadual dos Esportes e da Juventude, Elenil da Penha parece estar no mesmo caminho. Seu nome consta da possível nominata do Republicanos. O gestor foi derrotado nas eleições municipais de 2020 em Araguaína, após obter 37,25% dos votos, contra 50,87% do vencedor Wagner Rodrigues (UB).

Contactado, o Secretário não confirmou pré-candidatura e disse que ainda estuda essa possibilidade. Ele pontuou que possui residências, tanto em Palmas como em Araguaína, e que essa definição – acerca da sua filiação e transferência do domicílio eleitoral – ainda está sendo pensada e discutida com sua família.

Outro nome que postula uma vaga no parlamento da capital é o pioneiro Jacques Silva, que acaba de se filiar ao PL da deputada estadual Janad Valcari e do senador Eduardo Gomes. A trajetória dele como gestor de Pastas importantes em governos anteriores é incontestável. Auditor de carreira do Estado do Tocantins, Silva já foi Secretário de Governo e presidente do Igeprev em gestões do ex-governador Marcelo Miranda (MDB).

Em Araguaína, o cenário é de renovação no parlamento municipal

Algumas fontes com boa relação política na cidade afirmam que a renovação na Câmara da “capital do boi” também ultrapassará 50%. A guinada do deputado estadual Marcus Marcelo (PL), ex-vice do prefeito Wagner Rodrigues, para apoiar seu colega de parlamento Jorge Frederico (REPU) na disputa pela Prefeitura da cidade, mexeu com as peças do tabuleiro. Dentre os atuais 17 parlamentares municipais, o deputado Republicano conta com 03: Enoque Neto, Flavio Cabanhas e Zezé Cardoso, esta última trazida pelo deputado liberal, o mais novo aliado. Como nomes de peso e com boas perspectivas para 2024, contudo, sem mandato, destaca-se Max do Barolli e Paula Zerbini.

Em Gurupi, vereador quer se tornar prefeito de cidade vizinha

Na “capital da amizade” a luta pela definição da nominata se assemelha a uma guerra armada. O fato do deputado estadual Eduardo Fortes (PSD) ainda não ter assumido a candidatura a prefeito, influencia diretamente nisso. Os correligionários ficam – de certa forma – perdidos e, porque não dizer, com medo de firmar compromissos.

Uma definição é clara: o vereador Antônio Valdônio Rodrigues Loiola (PSB), ex-presidente da Câmara de Gurupi no biênio 2017/2018, já definiu que disputará a Prefeitura Municipal de Cariri. O gestor atual é Vanderlei de Carvalho Junior (PSD), que não estará na disputa por já ter sido reeleito. Naturalmente, não se trata de uma tarefa fácil transferir o domicílio eleitoral e iniciar carreira política em outro município. Todavia, o parlamentar deve ter lá suas razões e convicções para tomar uma decisão tão drástica. Na memória política do Tocantins, o feito não é inédito. O ex-prefeito Joaquim Maia já fez isso em 2015. Optou por deixar de ser vereador em Palmas para se tornar prefeito de Porto Nacional. Não é toda vez que dá certo, afinal política não é matemática exata, mas vai que emplaca, não é mesmo?

Raio-x 2024: o cenário político de Gurupi e Porto Nacional

Nesta semana continuamos com as análises dos cenários políticos nas cidades mais importantes do Tocantins. O Raio-X dessa semana se debruça sobre municípios de Gurupi e Porto Nacional. Caso se interesse em conferir as análises anteriores, clique aqui.

Na capital da amizade, Gurupi, a prefeita Josi Nunes (UB) desponta como favorita. Se no começo da gestão – ainda em 2021 – defrontou com adversidades, quer seja no enfrentamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral, iniciada por seus adversários, quer seja em razão dos efeitos nefastos da pandemia de Covid-19, a gestora superou ambos os problemas e chegou ao último ano do seu primeiro mandato, bem avaliada pela população local.

Filha de políticos tradicionais na cidade, Josi Nunes consolidou sua carreira no poder legislativo, onde exerceu cargos de deputada estadual e federal. Professora concursada da Unirg, a prefeita sentiu dificuldades para se adaptar ao poder executivo. Contudo, se superou neste quesito e o cenário político atual lhe é favorável.

Grande parte dos nossos entrevistados disseram que a gestora municipal “está fazendo uma revolução em Gurupi”. Quer seja pela entrega de obras infraestruturantes e revestimento asfáltico em CBUQ, cuja Secretária é nada menos que Juliana Passarim – conhecida por ter exercido de forma ímpar o mesmo cargo em nível estadual – quer seja pela eficiência dos atendimentos na saúde, as pessoas abordadas marcaram sinal positivo para a gestão da prefeita. A comunicação institucional também foi elogiada por aqueles que responderam o questionário, ao passo que a educação foi motivo de algumas críticas nas respostas obtidas. Entretanto, as reclamações foram muito pontuais, não sendo suficientes para macular a gestão como um todo.

Coesão de forças demonstra musculatura política

Sobre o grupo político que lhe prestará apoio, no sábado, 16, a gestora mostrou que é capaz de compor e atrair para perto de si, figuras relevantes da política tocantinense, como a Senadora Prof. Dorinha e o deputado federal Carlos Gaguim, ambos do UB. A ausência do senador Eduardo Gomes (PL) – antigo parceiro de lutas – foi sentida. Entretanto, águas passadas, neste mesmo ato, Josi teve sua ficha de filiação abonada pela senadora presidente estadual do União Brasil e, de quebra, assumiu o controle metropolitano do partido.

Já em relação aos apoios locais, a prefeita tem demonstrado que terá nove dos atuais quinze vereadores em seu palanque. Uma base de sustentação com 2/3 é algo realmente considerável. Por todas essas circunstâncias, aliado ao fato de estar com a “máquina administrativa na mão”, a titular do cargo será o alvo a ser batido.

Ex-prefeito e atual vice-governador, Laurez Moreira tem preferência pelo candidato Eduardo Fortes

Vice-governador do Tocantins Laurez Moreira| Foto: Divulgação

O deputado estadual Eduardo Fortes vem numa curva crescente. Ancorado por um robusto grupo de empresários ligados a exploração do comércio frigorífico, como também pela FIETO, sua retaguarda promete lhe garantir suporte e fôlego para enfrentar a prefeita e seu legado. Além disso, Fortes conta com o apoio do vice-governador Laurez, que quer encaixar seu filho, Juarez Moreira, como vice da chapa. O fato do grupo de Laurez estar engajado na disputa é um elemento que não pode ser desconsiderado, uma vez que, ao final do seu mandato em 2020, Moreira contava com aproximadamente 80% de aprovação popular. Mas Fortes – até o momento – sequer declarou ser candidato e tem dito que aguarda a definição do grupo. Enquanto isso não ocorre, seus adversários avançam.

Entre os “Outsiders”, Mauro Carlesse também teria interesse na disputa

O “Outsider” Cristiano Pisoni, ao contrário de Fortes, já declarou sua pré-candidatura. Aproveitou a visita do presidente nacional do PSDB em Palmas, Marconi Perillo, e se filiou ao partido de Cinthia Ribeiro, prefeita de Palmas. Pisoni tem experiência em gestão, porém, o PSDB ainda não se consolidou na cidade para prestar o apoio que ele precisa. Contudo, ninguém se assustaria se ele surpreendesse nas urnas. Cabe aqui ressaltar os vínculos de Pisoni com a FECOMÉRCIO, que pode lhe render algum capital político e, por consequência, votos.

Na linha de candidatos à sucessão que correm por fora, ainda aparecem o ex-governador Mauro Carlesse (AGIR), que especula encarar a disputa, mas poucos acreditam que ele se arriscaria – em razão do latente desgaste – como também, o candidato petista professor Fabiano Kenji que, definitivamente, vai apenas marcar o território da esquerda na eleição municipal.

Na histórica Porto Nacional, gestor também tem bons índices de popularidade

Assim como em Gurupi, o cenário em Porto Nacional – a terceira maior economia do Estado do Tocantins – é de um gestor com boa avaliação junto à população. Sob o argumento de que precisa avaliar se o modelo de governo atende as expectativas da população, o prefeito Ronivon Maciel (PSD) possui levantamentos internos que garantem que 49,7% dos portuenses estão satisfeitos com sua gestão. Não há números acerca da popularidade do próprio prefeito, pois ele entende que não chegou o momento de encomendar essa pesquisa.

Mas o certo é que existe uma certa boa vontade dos munícipes em renovar seu mandato. Pelo menos neste momento e no atual contexto. Ex vice-prefeito entre 2017 e 2020, o atual gestor demonstrou força em 2020 ao competir e derrotar forças consideradas, até então, insuperáveis. Ele obteve 36,84% dos votos válidos batendo um adversário oriundo de família tradicional, Otoniel Andrade (PTB) – ex-prefeito da cidade – que conseguiu 31,17% dos votos, além do próprio gestor que também disputou o cargo, Joaquim Maia (MDB), que angariou 30,98% dos votos. Uma das eleições mais disputadas naquele ano no Tocantins, sem dúvidas.

Um fator preponderante e que influencia muito a eleição municipal de Porto Nacional é o distrito de Luzimangues. Com aproximadamente oito mil eleitores, a localidade tem demonstrado força política e, atualmente, dentre os quinze vereadores, conta com quatro representantes: Joelma, João Justino, Pim Junior e Soares Filho. Destes, apenas o último não faz parte da bancada do atual prefeito, Ronivon Maciel, como também, todos são candidatos à reeleição com grandes chances de atingirem o propósito.

Adversário conta com a força política do governador Wanderlei

Apesar do candidato adversário, o deputado federal Toinho Andrade, estar filiado ao partido Republicanos e, naturalmente, contar com o apoio da grande maioria dos filiados e do governador Wanderlei Barbosa – presidente estadual da sigla – o pré-candidato não vai contar com seu colega de partido, o deputado estadual Valdemar Junior. Ele já se manifestou seu apoio a Ronivon Maciel, assim como o deputado federal Filipe Martins (PL) também já o fez. A bem da verdade, o fato é que o Republicanos se transformou num gigante no Tocantins e se tornou, praticamente, impossível atender os interesses de todos filiados.

A estadualização desta via vai permitir criar as condições favoráveis para o tráfego de veículos | Foto: Dicom/Aleto

Nesse jogo, pode-se destacar que, a princípio, não seria crível que o deputado federal Toinho Andrade abrisse mão de continuar como deputado federal – posição que poderia trazer muito mais dividendos para o município – para se tornar prefeito de Porto Nacional. Todavia, o parlamentar já tomou essa decisão e virá para a disputa municipal de outubro com a “faca nos dentes”, mesmo porque – na sua visão – precisa recuperar o prestígio do sobrenome Andrade na cidade. Seu irmão, Otoniel, vem de duas derrotas consecutivas, em 2016 e 2020.

Mais uma vez, o favoritismo dos gestores em exercício desequilibra a balança

Assim como ocorre em Araguaína com Wagner Rodrigues (UB), em Colinas com Dr. Kasarin (UB) e em Paraíso com Celso Morais (MDB), em Gurupi e Porto Nacional os atuais gestores estão, pelo menos, um passo à frente dos adversários. Não apenas por terem o controle das máquinas administrativas, mas também pelos serviços prestados ao longo dos últimos três anos. Os legados destas gestões, nas mais diversas áreas, lhes credenciam a postularem os cargos com chances de serem reeleitos.

Aos adversários cabe o esforço redobrado, no sentido de “combater o bom combate”, apresentar projetos e propostas consolidadas, além de formar grupos políticos capazes de contribuir com ideias e capilaridade, visando competir de igual para igual, com quem ocupa o cargo.

Exceto em Colinas, o fiel dessa balança pode ser o governador Wanderlei Barbosa nos palanques oposicionistas. Esse é um trunfo, sem dúvidas, pois é quase impossível ganhar eleições – principalmente as municipais, dado às suas especificidades – sem um grupo coeso. A chamada musculatura política, que geralmente se transforma em resultados favoráveis nas urnas, está atrelada à escolha refinada dos parceiros.