Notícias

Encontramos 10638 resultados
Faltou Dizer
Proibir vapes e pods impede seu uso? A realidade mostra que não

Bárbara Noleto


A legalização dos vapes, pods e canabinóides no Brasil exige um debate racional, baseado em evidências científicas e na experiência de países que já adotaram regulações eficazes.

A atual proibição não impede o consumo, mas impulsiona o mercado clandestino, dificultando a fiscalização e expondo os consumidores a riscos ainda maiores. Ao legalizar e regulamentar esses produtos, o país pode reduzir danos, fortalecer a economia e promover campanhas eficazes de conscientização.

Mercado clandestino e riscos à saúde

A proibição de vapes e pods não impediu seu uso, mas criou um cenário perigoso: o mercado ilegal inclui produtos sem controle de qualidade, muitas vezes contendo substâncias nocivas. No YouTube, é possível encontrar tutoriais ensinando a fabricar essências caseiras sem qualquer padrão de higiene ou segurança, aumentando os riscos à saúde dos consumidores.

Antes, era possível conhecer senhores e senhoras que fumaram durante toda a vida, e morreram por causas não relacionadas na velhice. Entretanto, quando a ilegalidade atinge, os fornecedores adicionam outros componentes, para que a mercadoria gere mais lucro. 

Embora vapes e pods sejam apresentados como alternativa ao cigarro tradicional, especialistas alertam que eles ainda representam riscos significativos. O aerossol dos cigarros eletrônicos contém substâncias tóxicas que podem causar doenças pulmonares, cardíacas e até aumentar o risco de câncer.

A exposição à nicotina, especialmente na adolescência, pode afetar a capacidade de aprendizado e concentração. Assim, qualquer regulamentação deve ser acompanhada de controle rigoroso e campanhas educativas para minimizar os danos associados ao consumo.

Canabinóides: uso medicinal e potencial terapêutico

Foto: Repro

A legalização dos canabinóides para fins medicinais pode representar um avanço na saúde pública, beneficiando pacientes com doenças crônicas como epilepsia, dor crônica e esclerose múltipla. Estudos científicos demonstram o potencial terapêutico dessas substâncias, muitas vezes com menos efeitos colaterais do que os medicamentos tradicionais.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já autorizou alguns medicamentos à base de canabinóides, mas o alto custo e a burocracia ainda dificultam o acesso. A regulamentação da produção nacional reduziria a dependência de importações e garantiria maior acesso a tratamentos seguros e eficazes.

Impacto econômico e oportunidades para o agronegócio

A legalização de vapes, pods e canabinóides pode impulsionar a economia brasileira, gerando empregos, arrecadação de impostos e investimentos em pesquisa e desenvolvimento. O agronegócio, em particular, pode se beneficiar da produção de cânhamo para extração de canabinóides, uma planta com diversas aplicações industriais e potencial para fortalecer a agricultura nacional.

A Embrapa anunciou um programa de pesquisa de 12 anos voltado para o cultivo de cannabis, com o objetivo de aprimorar geneticamente a planta e estabelecer polos regionais de produção. O cânhamo não apenas possui valor medicinal, mas também serve na fabricação de tecidos, bioplásticos e outros produtos sustentáveis. Ou seja, representa uma oportunidade para produtores rurais diversificarem suas atividades e para o Brasil se tornar um exportador competitivo nesse setor.

Regulamentação e campanhas de conscientização

| Foto: Marcelo Camargo / Agencia Brasil

A experiência do Brasil com as campanhas antitabagismo nos anos 80 e 90 mostra a importância da informação na mudança de hábitos. A queda no número de fumantes é prova de que ações educativas, restrições e aumento de impostos sobre o cigarro gera resultados.

Da mesma forma, a legalização de vapes, pods e canabinóides deve ocorrer com campanhas de conscientização sobre seus riscos e benefícios. A população precisa de informações claras e precisas para tomar decisões informadas sobre o uso desses produtos, evitando tanto a desinformação quanto o incentivo indiscriminado ao consumo.

Afinal, não adianta o moralismo de ser contra, mas não se importar com as consequências disso na vida real. Em Goiânia, em qualquer saída com os amigos, nas baladas e botecos, é possível ver os vendedores ambulantes, os mesmos que vendem doces, vendendo também um cigarro eletrônico sabor melancia.

Regulamentar para avançar

A legalização de vapes, pods e canabinóides, sob fiscalização e regulamentação adequadas, pode representar um avanço para a saúde pública e a economia brasileira. Ao invés de ignorar a realidade, o Brasil pode adotar uma abordagem inteligente, focada na redução de danos, na geração de empregos e no acesso à informação.

Então é hora de substituir a proibição ineficaz por políticas baseadas em evidências, garantindo segurança aos consumidores e oportunidades para o país. Afinal, a clandestinidade não protege ninguém – apenas perpetua riscos e impede que o Brasil aproveite os benefícios da regulamentação.

Recuperação
Polyanna Siqueira Campos, primeira-dama de Palmas, descobre aneurisma cerebral e ficará de licença médica

A primeira-dama e secretária de Ação Social foi submetida a um procedimento preventivo neste sábado (15) e passará por um período de recuperação

Cultura
Prazo de inscrições para cursos de iniciação às artes em Palmas é prorrogado até 21 de fevereiro

Vagas gratuitas para cursos nas áreas de música, artes cênicas e visuais ainda estão disponíveis em Palmas

Saúde
Devido aumento dos casos de Covid, prefeito de Araguaína direciona recursos do Carnaval para saúde pública

Prefeito anuncia realocação de R$ 1,2 milhão para projetos de saúde mental e clínica veterinária

Meio Ambiente
Tocantins avança na regulamentação da logística reversa de embalagens

Conselho Estadual do Meio Ambiente aprova proposta que visa melhorar a destinação de resíduos no estado

Lazer
Novo em Palmas? Conheça os principais pontos turísticos da capital 

Capital mais jovem do país possui diversos atrativos naturais e culturais

Bastidores
Corrida pelo Palácio Araguaia: articulações políticas começam moldar cenário para o governo do Tocantins em 2026

Disputa pelo Palácio Araguaia deve ser marcada por rachas, reaproximações e cálculos eleitorais de risco

Luto
Corpo de idoso Karajá desaparecido é encontrado na Ilha do Bananal

O corpo de Beuaka Karajá, indígena de 91 anos que estava desaparecido desde o último domingo, 9, foi encontrado a cerca de 5 km de distância de sua aldeia Kutaria, localizada na Ilha do Bananal, em Pium. O idoso foi encontrado por um vaqueiro em uma região alagada, de difícil acesso, conforme informaram os Bombeiros.

Beuaka havia saído para roçar uma área nas proximidades da aldeia e, de acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai), ele se afastou para procurar seu machado, não sendo mais visto desde então. A aldeia onde residia fica na região nordeste da Ilha do Bananal, a aproximadamente 18 km da cidade de Pium.

Equipes de resgate dos Bombeiros de Tocantins e Mato Grosso iniciaram as buscas no dia 11 de fevereiro, após o desaparecimento. Na quarta-feira, 12, os bombeiros realizaram uma busca em uma área de 600 metros ao redor da aldeia, que contava com mata densa e regiões alagadas. As atividades de busca foram encerradas no final da tarde.

Na quinta-feira, 13, os militares ampliaram a busca para um raio de 800 metros, e por volta das 18h40 as equipes encerraram o trabalho do dia e retornaram para a cidade. Uma hora depois, os bombeiros receberam a informação de que um vaqueiro havia encontrado o corpo do idoso.

Oportunidade
Polícia Federal anuncia concurso para 1.000 vagas em cinco cargos

A Polícia Federal (PF) divulgou nesta sexta-feira, 14, no Diário Oficial da União (DOU), a autorização para a realização de um concurso público com 1.000 novas vagas voltadas para diferentes cargos na instituição. As oportunidades são destinadas a cinco funções da corporação:

  • 120 vagas para delegado;
  • 69 para perito criminal federal;
  • 630 para agente;
  • 160 para escrivão;
  • 21 para papiloscopista.

O edital com as instruções para o processo seletivo deverá ser publicado no prazo de até seis meses a partir da data de hoje, ou seja, até agosto. O documento foi assinado por Andrei Passos Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.

Além disso, a corporação divulgou em suas redes sociais que, com a autorização deste concurso, também há previsão de uma seleção para a carreira administrativa. Em janeiro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou que seriam abertas 2.000 novas vagas na Polícia Federal, aumentando o efetivo de 13 mil para 15 mil policiais. A expectativa é de que os novos servidores comecem a integrar a corporação até o final deste ano ou em 2026.

Política
Com R$ 680 milhões recebidos, Tocantins se destaca no repasse per capita de emendas parlamentares

Estado recebeu R$ 680 milhões em emendas no ano passado e ocupa a 25ª posição no ranking nacional de volume total de recursos